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Sequela de «As Caça-Fantasmas» confirmada. Channing Tatum poderá ser um Caça-Fantasmas.

Apesar de todos os tormentos em relação à nova versão de Ghostbusters, o filme baseado numa das mais célebres comédias de 1984, este conseguiu arrecadar 65 milhões de dólares no primeiro fim de semana de estreia. Não são números imensamente impressionantes, mas garantidos para que a Sony Pictures avance com uma sequela. Pelo menos foi essa a declaração do presidente de distribuição global do estúdio, Rory Bruer (via The Wrap): "sem dúvida alguma vai acontecer [a sequela]"
 
Porém, o filme protagonizado por Melissa McCarthy, Kristen Wiig, Leslie Jones e Kate McKinnon, tem um grande desafio pela frente, conseguir uma estreia comercial na China, um dos maiores mercados mundiais, visto que os censores do país não permitem qualquer obra sob temáticas sobrenaturais ou ligadas a "fantasmas"
 
Entretanto, existe um rumor de que Ivan Reitman, o criado do original "Caça-Fantasmas" e produtor desta nova versão, poderá trabalhar num spin-off protagonizado somente por homens. No elenco fala-se das participações de Chris Pratt e Channing Tatum.
 
Embora numa entrevista à The Globe and Mail, Reitman revelou que "nunca esteve envolvido nisso", mas confirmou a existência de um guião que segundo o próprio "não era muito bom".
 
"(…) nós criamos um filme paralelo no caso da versão feminina não resultasse. Mas o único filme que falamos em fazer foi o de Paul Feig."
 
Ghostbusters, que por cá tem o título de As Caça-Fantasmas, estreará nos cinemas portugueses já na próxima quinta-feira, 21 de julho. A nossa crítica poderá ser lida aqui.
 
 

Trailer da nova versão de «Os Sete Magníficos»

Foi divulgado o primeiro teaser trailer da nova versão de The Magnificent Seven (Os Sete Magníficos), um filme dirigido por Antoine Fuqua (Dia de Treino) e que conta no elenco com a presença dos atores Denzel Washington, Ethan Hawke e Chris Pratt nos papéis principais. Haley Bennet (The Equalizer), Vincent D'Onofrio (da série Demolidor), Peter Sarsgaard (Black Mass - Jogo Sujo), Byung-hun Lee (RED 2), Vinnie Jones (Snatch), Cam Gigandet (Twilight) e Sean Bridgers (Quarto) completam o elenco.

Recordamos que esta produção é um remake do popular e homónimo western de 1960, dirigido por John Sturges, que foi por sua vez uma versão "americanizada" do clássico japonês Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa. Steve McQueen, Yul Brynner, James Coburn, Eli Wallach e Charles Bronson faziam parte do elenco.

Os Sete Magníficos remete-nos a uma trupe de sete vigilantes que tentarão defender uma pequena cidade de ser "violentada" por temíveis bandidos.

Estreia 22 de setembro em Portugal.

«Lights Out» (Terror na Escuridão) por Hugo Gomes

  • Publicado em Critica

Lights out

Lights Out é mais um exercício de terror sob o modus operandi de um The Babadook [ler crítica] ou Mama [ler crítica], ou seja, a sua base seguiu-se de uma curta, um mecanismo de susto que culminou numa prolongada ideia para uma longa. No caso de Babadook, o projeto tinha “pernas” para atingir o seu pico, mas ficou-se pelo interesse inicial, em relação a Mama, a sua situação é semelhante a esta criação de David F. Sandberg, os grandes estúdios levaram a melhor e injetaram a sua dose de cobertura mercantil. Mesmo tendo na produção nomes como James Wan (The Conjuring [ler crítica]) e o Roger Corman do novo século - Jason Blum (atualmente podemos referi-lo como o grande mentor por detrás dos êxitos do diptico The Conjuring e Insidious) - Lights Out é um produto que resiste à sua ideia de medo, infelizmente esticado por subenredos e pelos conflitos emocionais que este tipo de produção tresandam. 
 
A curta, produzida em 2013, rendia os seus dois minutos de duração com uma sugestão primitiva de medo, a escuridão. Quem tem medo do escuro? A resposta, muitos, mas muitos possuem uma fobia ao turn off das lâmpadas, o desaparecimento da luz, a dominância do escuro, sentimos receio naquilo que se esconde por entre as sombras. Desde o tempo dos homens primitivos que o tememos e é normal, mesmo nos dias hoje, como homem civilizado, ainda demonstramos esses receios, que em conjunto com a nossa natureza supersticiosa, geram os mais labiríntico medos. 
 
Sandberg sob um preciso e tão simples ato recriou o choque com o mundo noturno, onde a “escuridão” abraça-nos e nos deixam indefesos. Um jump-scare, assim descrevendo o minimalismo do Lights Out original, transformou-se numa autêntica salada de referências vincadas ao moralismo cristão (um individuo que ouve música metal é visto como um marginal social e incapaz de tomar responsabilidades), comummente presente nas produções norte-americanas, e nos elementos “apropriados” do J-horror. 
 
Tudo funciona de forma disforme, mas o exagero do referido e anterior minimalismo contrai um efeito inesperado, em certas alturas, muitas mais nas réplicas referenciais, Lights Out é comédia involuntária. E é pena que tal resulta nessa forma, o esforço de “assustar” não desgruda dessa comédia inequivocamente lançada e no desespero dos lugares-comuns. Infelizmente é essa a ordem do dia, até porque existe aqui indícios de transformar Lights Out, mais do que mero produto corriqueiro. Como por exemplo, Teresa Palmer é uma protagonista forte, o suficiente para a destacar fora do rótulo de sósia de Kristen Stewart, e a entidade antagonista, ao contrário de muitos que se converteram em ícones do terror, é necessariamente desprezível para que desejamos a sua “aniquilação”.
 
Porém, esses curiosos elementos não salvam Lights Out de ser um valente “apagão” de ideias de terror, é um exercício que se faz e desfaz nos momentos em que as luzes reacendem na sala de projeção. Quem tem medo do escuro? Não com filmes destes.
 
 

O melhor – Uma protagonista forte que desvia diversas vezes do pastiche

O pior – prevísivel, um curta minimalista transformou-se num mero filme de estúdio.

Hugo Gomes

 

«Pelé: Birth of a Legend» (Pelé: O Nascimento de Uma Lenda) por Duarte Mata

  • Publicado em Critica

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Hollywood nunca foi muito dada a “futebóis” (o exemplo mais feliz continua a ser Fuga Para a Vitória de John Huston, que foi há quase 35 anos), preferindo ainda retratar os mesmos três desportos (boxe, basebol e futebol americano) até à exaustão. É pena porque o desporto que é sagrado em vários países acarreta histórias muito bonitas e exemplares (e nem é preciso ir muito longe para as encontrarmos, a vitória de Portugal no Euro deste ano teve os moldes clássicos da ascensão da equipa underdog que, por mérito próprio e um pouco de sorte conseguiu superar todas as expetativas) que mereciam estar em boas mãos para não caírem no oblívio.

Pelé: O Nascimento de Uma Lenda foca-se nos primeiros passos do jogador brasileiro e de como com apenas 17 anos foi a força impulsionadora para o triunfo da sua seleção no Mundial de 1958. Mas dizer que é um filme sobre Pelé é redutor. Os cineastas Jeff e Michael Zimbalist destacam o seu herói como portador de um legado histórico (o Ginga) que veio a ser reprimido por razões políticas e sociais e, com ele, a esperança de uma nação em ser grandiosa. Não se trata apenas de um indivíduo a querer superar-se e definir-se como ícone, mas também de uma cultura a reencontrar a sua identidade.

No entanto, por melhores que sejam as intenções, esta é uma produção de Brian Grazer (o homem que esteve por trás dos biopics Uma Mente Brilhante e Rush [ler crítica]) padecendo dos mesmos defeitos que as restantes: personagens com pouca densidade, uma narrativa derivativa e previsível, embora possua um trabalho de atores mais curioso que as referidas. Se Vincent d’Onofrio como treinador da seleção é desaproveitado e não chega a ter algo a que se lhe possa chamar de personagem, Seu Jorge como pai do número 10 brasileiro é a mais interessante, espécie de vida alternativa que poderia reservar ao jogador se tivesse abandonado o seu talento por uma carreira mais certa. É ele e o empenho com que os atores que interpretam Pelé nos seus anos mais novos em aprender as técnicas de finta que não dão a obra por perdida. E sim, consegue captar o raro espírito futebolístico, embora esteja longe de dar razões para se gritar o “Golo!” no fim.

O melhor: Seu Jorge e o espantoso empenho dos atores que interpretam Pelé novo em mimicar o número 10 brasileiro.

O pior: Derivativo e previsível.

Duarte Mata

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