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É oficial! Joaquin Phoenix será Joker no cinema

A The Hollywood Reporter acaba de confirmar, Joaquim Phoenix será o famoso nemesis de Batman em um novo filme com produção de Martin Scorsese e realização de Todd Phillips (A Ressaca, War Dogs). As rodagens começarão em seetembro deste ano.

Este novo projeto sob a alçada da Warner/DC, terá como foco a origem do famoso vilão de Batman, centrando a ação nos anos 80 em um estilo ligado ao género crime/drama. Alguns rumores apontam que o arco narrativo será inspirado na banda-desenhada The Killing Joke (A Piada Mortal) de Alan Moore e Brian Bolland. Phillips e Scott Silver são os autores do argumento.

Todd Phillips revelou ao THR que terá ao seu dispor um orçamento de 55 milhões de dólares, valor muito abaixo da maioria das produções do género. 

É de recordar que este filme não pertencerá ao chamado Universo Cinematográfico da DC. A editora em conjunto com o estúdio irá apostar paralelamente em filmes independentes acerca destas personagens, sendo Batman de Matt Reeves um outro exemplo deste "outro caminho".

Enquanto isso, Jared Leto voltará a vestir a pele de Joker em um novo filme, este já integrado no corrente franchise.

«Prometo Falhar - O Filme» por Hugo Gomes

  • Publicado em Critica

Olá, sou o Pedro Chagas Freitas e prometo falhar”. O escritor-homenageado apresenta-se sem rodeios e hesitações, trata-se do filme à sua medida, uma obra que nos engana assim como Pedro que na sua primeira frase nos mente. A mentira tem perna curta, até porque em 50 minutos de filme, este Prometo Falhar tem tudo menos “falhanços”, é uma ode ao sucesso do homónimo livro, “o mais sublinhado de sempre”, como gostam de publicitar.

É uma “jornada” ao sucesso da obra em questão, ao invés da relevância do mesmo na nossa cultura popular (dele nasceram oportunistas de “mau gosto” como Afonso Noite-Luar por exemplo), e devido a esse tópico à lá vendedor/merceeiro, este dispositivo altamente televisivo usa a desculpa de uma biografia disfarçada e oculta. Nota-se pelos relatos dos entrevistados, aqueles que coexistem no universo “freiteano” (não tornemos este adjetivo num habito se faz favor), que não poupam elogios à perfeição do autor em qualquer área, em oposição do próprio dialogo de Pedro, que fala de “fracasso e falhas”, como parte integral da sua vida. Mas afinal, quem anda a mentir?

Alberto Rocco [o realizador] é lúcido no seu discurso; “não fiz um filme para o público geral, fiz um filme para um objetivo especifico, os fãs do livro”. Nesse aspeto, convenhamos que Prometo Falhar é um produto que procura agradar o seu filme, induzi-lo num anorético trabalho de pesquisa e pouca introspeção nas palavras produzidas dos escritos, aqui lidas por diversos convidados como se lesse poemas de Sophia de Mello Breyner.

Contudo, longe de nós em condenar os gostos dos fãs e da própria temática do filme. O que não poupo na misericórdia é na questão da cinematografia. Documentário-reportagem completamente anexado aos tiques e maneirismos do jornalismo televisivo, vendido como Cinema, tal como vendem gato por lebre.

Hugo Gomes

"Os filmes independentes precisam de público, não de subsídios", diz o realizador de «Prometo Falhar - O Filme»

Descrito como o “livro mais sublinhado de sempre”, Prometo Falhar tornou-se num dos grandes fenómenos da literatura portuguesa recente, torna-se num sucesso de vendas assim como viral nas redes sociais. Escrito por Pedro Chagas Freitas, o livro apresenta-se como uma obra de frases soltas, para alguns, ou de pequenos contos, para outros, cujo foco é o romance como o mais apetecido e fracassado dos sentimentos.

Ame-se ou odeie-se, Prometo Falhar tomou lugar na cultura popular portuguesa, sendo que a oportunidade de o adaptar para o cinema tem sido, mais que tudo, apetecível. Mas o “beneficiário” dessa conversão foi o realizador italiano Alberto Rocco, perito na área do documentário, que encontrou no livro de Chagas Freitas uma espécie de folha em branco. “O processo de produção consistiu em somente falar com o Pedro, do qual sou fã. Encontrei no seu livro uma proposta desafiante, o de adaptar algo sem narrativa.” afirmou o realizador ao C7nema.

O que fiz, na verdade, não foi bem uma adaptação, antes uma interpretação do livro. Se tivesse que seguir a sua narrativa, seria um trabalho muito difícil. Para tal, tinha uma opção, escolher uma das histórias apresentadas nas páginas do livro e levá-lo ao grande ecrã. Foi então que escolhi essa história, a do próprio Pedro.

Prometo Falhar vai mais além dos escritos do livro. Vai ao encontro do homem que o escreveu, Pedro Chagas Freitas, o seu percurso até à sua confirmação enquanto autor. O próprio assume que foram os ‘falhanços’ que ditaram a sua prosperidade, e a sua coragem em enfrentar o grande medo de todos, o de falhar. Alberto Rocco divulgou, para além do processo de adaptação, como escolheu a melhor forma de abordagem. “A forma que encontrei para abordar isto tudo foi o de pegar num concerto de Tchaikovsky, o qual também admiro, e sobre esse conceito tentei montar um filme.”

É sabido que Prometo Falhar – O Filme, em oposição ao sucesso do livro, é um filme independente, cuja produção é da autoria do próprio realizador, que se revelou num grande defensor do termo independente: “É algo que sempre defendi. Os filmes independentes precisam de público, não de subsídios. Não devemos responsabilizar o estado politico, aqueles discursos que ouvimos milhares de vezes de que não há dinheiro. Nós precisamos de público acima de qualquer ajuda monetária. E se o público nos der uma oportunidade, existe a chance de fazer filmes bastante interessantes com produções puramente independentes. Não devemos confundir o interessante com os blockbusters, os independentes têm as suas limitações, mas são no fundo filmes que querem o mesmo – público – e para isso têm que ter a capacidade de entreter uma pessoa pelo menos 50 minutos ou mais de uma hora. Tenho que tentar transmitir essa ideia. Se o público deixar, o cinema independente tem muito para dar. Basta o público querer. Conheço vários colegas que têm conceitos maravilhosos para trabalhar, mas não tem a oportunidade de concretizá-los devido a esse ´desprezo´ pelo termo independente.”

De seguida volta-se com elogios para a distribuidora/exibidora, Cinema City, que detém a exclusividade da estreia: “O Cinema City tem tido um papel importante na divulgação deste cinema português independente.”

Confrontado com a expetativa do seu trabalho, Rocco referiu que concretizou um filme não para o público geral, mas para um objetivo especifico: os fãs do livro. Garantindo que a exigência desses mesmos fãs poderá levar a rigorosas comparações com a matéria-prima, acrescenta: “O filme perderá sempre para o livro, tudo porque quando lemos um livro temos um grande aliado, a nossa imaginação. Em relação a um filme, esse aliado torna-se no nosso pior inimigo, porque não podemos apoiar-nos na imaginação.”

«TAG» (Jogo da Apanhada) por Hugo Gomes

  • Publicado em Critica

É preciso continuar a ‘brincar’ para nunca alcançar o mundo adulto. Não é por estas palavras, mas anda lá perto do que uma das personagens deste TAG cita em semi-loop de forma a dar razão ao seu ponto de vista, à imaturidade que parece desenrolar um papel importante nos vínculos afetivos deste grupo. Nem ele sabe certamente de onde veio a citação, aposta-se em Franklin, outros em Karl Groos, porém, certo é aquilo que o espectador irá atravessar, um prolongado “jogo da apanhada” com vista em tomar um lugar deixado por Hangover(A Ressaca), o cinema comédia bromance, hoje impraticável devido à permanente questão da representação feminina do cinema.

Já um crítico “qualquer” norte-americano centrou a sua crítica na forma como as personagens femininas são introduzidas e solidificadas na trama, acima da própria proposta desta partida de marmanjões a reviver a infância. Sob o oportunismo modista do “baseado numa história real”, TAG leva-nos a um grupo de amigos que todo o mês de maio executam um interminável jogo da apanhada, uma forma encontrada para não deixar morrer os seus laços de amizade que duram desde os primórdios. Sendo o conceito mais interessante que toda a pratica, esta é levada pelos inconscientes pecados da comédia de Hollywood em geral: o de nunca conseguir esgalhar astúcia nos seus gags nem o de conseguir o efeito emotivo que, neste caso, suscitaria.

TAG é somente um filme escapista da pior espécie, batoteiro (com tiques apropriados de outros, a evidência de um Guy Ritchie na vida do realizador Jeff Tomsic é embaraçosa) e fanfarrão, com caricaturas ao invés de personagens e a anedota ao invés de trama. Perdemos a noção, caímos no generalizado e na inconsequência que nunca encontra a sua sobriedade, mesmo que o final (existe um plot twist pelo caminho) solicite esses trilhos improváveis. Bolorento e inapto, somente adquire a sua refrescante postura frente aos maçudos-verborreicos de Judd Apatow e companhia. Mas isso não chega. Bem … é a tua vez!

Hugo Gomes

 

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