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«Espero a tua (re)volta»: Filme brasileiro sobre educação é premiado no Festival de Berlim

Falou-se em português em múltiplas latitudes da Berlinale, com direito a jóias experimentais como Serpentário e Divino amor, e, em decorrência da força audiovisual decorrente de nossa língua, os troféus estão vindo, na véspera da entrega do Urso de Ouro: Espero a tua (re)volta, de Eliza Capai, conquistou o prémio da Amnistia Internacional. O prémio, que no ano passado ficou com o cearense Karim Aïnouz e o seu Aeroporto Central, celebra olhares humanistas sobre práticas de resistência.

Produção Globo News/Globo Filmes, a longa-metragem, filmada em São Paulo, foi exibida na mostra Geração 14+, seção ligada à representação da juventude. Foi ovacionado nas suas projeções públicas, conquistando um ardoroso boca a boca nas conversas nos corredores, com imagens de passeatas de estudantes, da ocupação de escolas, do congresso da UNE de 2017, entre outras. Ontem, o Teddy, a distinção LGBTQ, foi para uma coprodução do Brasil com a Argentina: Breve história do planeta verde, de Santiago Loza.

Esta noite, na festa de encerramento, Espero a tua (re)volta vai estar concorrendo ao troféu Glashütte Original, prémio da Berlinale dedicado a narrativas documentais. No filme, três jovens que participaram das ocupações das escolas paulistas em 2015 - Lucas "Koka", Marcela Jesus e Nayara Souza - revisitam a história recente do país.

A partir de uma vertiginosa estrutura de linguagem documental, Eliza capta as lembranças do trio acerca dos eventos de 2013, até chegarem ao processo de impeachment de Dilma Rousseff em 2016 e à vitória do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro em 2018. O trio propõe diferentes olhares e vivências, mas têm em comum o ativismo em prol de um ensino público de qualidade. A diretora brasileira Maria Augusta Ramos (de O processo) é uma das juradas da seção.

Favorito ao Urso de Ouro, a longa da Macedónia God exists, Her name is Petrunya, de Teona Strugar Mitevska, ganhou pela manhã deste sábado dois prémios em Berlim: o do Júri Ecuménico e o do Sindicato de Exibidores de Filmes de Arte da Alemanha. Na trama, uma historiadora sem emprego é hostilizada ao tocar numa cruz em que só homens poderiam pegar.



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