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"Os estúdios já não apoiam os cineastas", diz Martin Scorsese em Espanha

O próximo trabalho de Martin Scorsese, The Irishman, pode ter a sua estreia agendada na Netflix, mas o cineasta continua a preferir o ritual de ir a uma sala de cinema para assistir aos filmes. Foi isso mesmo que ele disse aos jornalistas em Oviedo, Espanha, cidade onde amanhã - sexta-feira, 19 de outubro - vai receber o Prémio Princesa das Astúrias pelas Artes.

Com Robert De Niro, Al Pacino, Joe Pesci e Harvey Keitel no elenco, o filme tem um orçamento na casa dos 100 milhões de dólares, valor que só a plataforma de streaming esteve disposta a pagar pelo filme: "Onde vamos? Não sei. Devemos proteger o cinema, ritual e a arte, contra os produtos de super-heróis ou quase de animação, que são um género próprio e estão bem, mas não é o cinema a que vou, aquele que quero preservar e gosto de restaurar. Esse também precisa do seu público e devemos convencer as pessoas a irem ver esses filmes. Eu preferia nas salas e não em casa. E esse hábito deve ser encorajado o maior tempo possível, mas os estudios pararam de apoiar os cineastas: no meu caso, apenas a Netflix apoiou", disse Scorsese esta manhã.

Baseado em factos reais, The Irishman é a adaptação do livro I Heard You Paint Houses, da autoria de Charles Brandt, e segue o percurso de Frank «The Irishman» Sheeran, ex-lider sindical acusado de envolvimento no crime organizado, e em diversos assassinatos. Entre as suas vítimas estaria Jimmy Hoffa. 

A sua estreia está programada para o final de 2018.






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