Menu
RSS

 



Rafiki: Cineasta leva governo a tribunal por filme banido

 

Wanuri Kahiu, diretora do filme que foi banido no seu país natal, porque este se concentrava numa história de amor entre duas mulheres, vai agir legalmente contra o governo queniano de forma a poder concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. 

Para ser elegível nessa categoria dos Oscars, um filme deve ter sido exibido no país que o enviou até dia 30 de setembro, mas Rafiki foi impedido de estrear devido à interdição lançada pelo Conselho de Classificação de Filmes do Quénia, avalizada pelo procurador-geral do país.  Em causa estaria uma antiga lei dos tempos coloniais em que as relações homossexuais são puníveis com até 14 anos de prisão. Ezekiel Mutua, líder desse conselho de classificação, crê que no filme há “uma clara intenção de promover o lesbianismo no Quénia” o que, segundo ele, ia contra a lei.

Já a queixa apresentada por Kahiu argumenta que, ao impedir a distribuição de Rafiki, a comissão de classificação violou vários artigos da constituição que protegem a liberdade de expressão e a liberdade de expressão criativa. Recorde-se que Rafiki fez história em maio como o primeiro filme queniano a ser exibido no Festival de Cannes. Mais recentemente, o filme passou no Festival de Toronto.

Curiosamente, a postura da cineasta atualmente contraria o que ela nos disse em entrevista em Cannes. Na altura, Kahiu afirmou que desejava que o filme nunca fosse exibido no país, embora se assumisse como uma firme defensora da liberdade de expressão. Não se considerando uma ativista, a realizadora revelou-nos que pensava nos dois filhos que tem e que a exibição do filme no território, seja de que forma for, iria transformá-la num alvo de potenciais sansões, com a prisão à cabeça. 



Deixe um comentário

voltar ao topo

Contactos

Quem Somos

Segue-nos