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Morreu a atriz francesa Danielle Darrieux (1917-2017)

A francesa Danielle Darrieux, que se estreou em 1931 e filmou mais de uma centena filmes durante oito décadas, faleceu no passado dia 17 de outubro, aos 100 anos de idade.

Nascida em Bordéus, mas criada em Paris, Darrieux estreou-se com apenas 14 anos em O Baile, seguindo-se dezenas de obras entre 1930 e 1950, onde se destacam os inúmeros trabalhos com o realizador e esposo, Henri Decoin (O Dominó Verde, 1935); Regresso ao Lar, 1938; Porque Bates, Coração?, 1940).

Já na década de 1950, participou em vários filmes de Max Ophüls, como A Ronda (1950), O Prazer (1952), Madame de... (1953), de Denys de La Patellière (O Preço do Pecado, 1956; Os Olhos do Amor, 1959), e de Sacha Guitry (Napoleão, 1955; Se Paris falasse..., 1956). Destaque ainda para a sua presença em O Caso Cícero (1952), de Joseph L. Mankiewicz, no qual desempenhava o papel da Condessa Anna Staviska.

As décadas que se seguiram continuaram a ser muito prolificas para a atriz, tendo trabalhado com realizadores como Paul Vecchiali (Les petits drames, 1961; En haut des marches, 1983), Claude Chabrol (Landru, 1963), Jacques Demy (As Donzelas de Rochefort, 1967; Um Quarto na Cidade, 1982), André Téchiné (O Local do Crime, 1986), Benoît Jacquot (Corps et biens, 1986), François Ozon (Oito Mulheres, 2002), e Anne Fontaine (Nouvelle Chance, 2006).

Também conhecida no mundo da TV, a atriz participou em produções como Jalna (1994), Les liaisons dangereuses (2003) e C'est toi c'est tout (2010) - este último marcaria a sua última aparição nos ecrãs, embora ainda contribuisse com a sua voz para outros dois projetos.

Em França multiplicam-se as homenagens, com Ozon a descrever Darrieux como o «epítome da atriz paradoxal»: «a sua arte era fazer o drama com uma leveza chocante e trazer para a comédia uma profundidade insuspeita».



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