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Jean-Pierre Jeunet: «Em França só se aposta em comédias sociais»

Numa entrevista ao 20 minutes, o realizador Jean-Pierre Jeunet foi bastante crítico com o atual panorama da industria do cinema francês, afirmando que nos dias que correm, os produtores apenas apostam em comédias sociais: «Tenho três argumentos finalizados. Um sobre Inteligência Artificial tratado sob a forma de uma comédia, outro sobre sexo, um pouco difícil de montar, e um filme [que não escrevi] bonito, mais clássico. Espero que um dos três se concretize, mas será difícil. Porque, mais uma vez, teríamos que fazer comédias sociais com um orçamento de quatro milhões de euros. É só isso que se faz hoje. Todos os financiadores dizem: "Nós só queremos fazer comédias". Mas as coisas estão a mudar, isto funciona por ciclos. (...) há coisas como Netflix que te dão liberdade. Isto quer dizer que se em França as coisas não se concretizarem, trabalharemos em inglês com os americanos.»

Quando questionado sobre a Netflix, Jeunet mostra sentimentos mistos: «É um paradoxo. Ficaria triste em saber que o meu filme não passa num grande ecrã, que será visto em tablets ou computadores. Mas se chegarmos a esse momento, se houver apenas isso, terá que ser feito, porque o mundo muda. Eu mesmo, não vou aos cinemas ver muitos filmes.»

Recorde-se que o francês, conhecido por filmes como Delicatessen (1991) e O Fabuloso destino de Amelie (2001), não chega aos cinemas desde O Jovem Prodígio T.S. Spivet (2013) e que o seu projeto televisivo para a Amazon em 2015, Casanova, não passou do episódio piloto.



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