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Sundance: «The Birth of a Nation» recebe longa ovação

Atualização: A Variety adianta que o filme foi adquirido pela Fox Searchlight por 17,5 milhões de dólares, tornando-se assim o maior negócio alguma vez feito no Festival de Sundance.

O filme The Birth of a Nation foi recebido, na passada segunda-feira no Festival de Cinema de Sundance, com uma grande ovação. A obra, que repesca o nome do filme de D.W. Griffith, considerado por muitos como uma das obras mais racistas de sempre, segue Nat Turner, um negro que liderou a maior rebelião de escravos da história da América em 1831, a qual levou à morte de dezenas de esclavagistas.

Mal subiu ao palco no cinema Eccles para apresentar o filme, o realizador Nate Parker, que também desempenha o papel principal, foi recebido sob uma grande ovação, a qual se repetiu no final, quando os créditos finais surgiram em cena. 

Com críticas muito positivas e já com algum «buzz» em relação a ser um candidato aos Óscares em 2017, na mesma linha do que aconteceu com 12 Anos Escravo, The Birth of a Nation provocou uma guerra de licitações por parte dos distribuidores, falando a Variety em números na casa dos 15-20 milhões de dólares. Segundo a publicação, a The Weinstein Company, a Fox Searchlight, a Sony e a Netflix mostraram interesse nesta produção.

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Nate Parker, que financiou o projeto e que praticamente abandonou a interpretação durante dois anos para se dedicar a ele quase em exclusivo, falou de forma emocional sobre o filme na habitual sessão de perguntas e respostas após a sua exibição. Nate disse que o seu principal objetivo era criar «ventos de mudança», mas acrescentou que foi muito difícil conseguir angariar dinheiro para a sua concretização. Segundo ele, sempre que se lida com a história da América, especialmente com a escravatura, tudo é de certa maneira transformado em algo mais 'higienizado', ou seja, menos ofensivo através da remoção de características incriminatórias ou desagradáveis: «Ainda existe muita resistência em abordar estes tópicos», concluiu.

Armie Hammer, quer interpreta o dono dos escravos, descreveu o seu trabalho no filme como «extremamente difícil» e acrescentou que «houve dias em que o Nate teve que parar tudo e lembrar-nos porque estávamos todos aqui, isto porque toda a gente sentia a carga emocional presente [na história]».



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