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Léa Seydoux define as filmagens de «La Vie d’Adele» como «horríveis»

«Foi horrível». Foi com esta frase que a atriz francesa Léa Seydoux descreveu a sua experiência cinematográfica em La Vie d'Adele [ler crítica], o vencedor da Palma de Ouro na última edição do Festival de Cinema de Cannes.

A atriz, numa entrevista conjunta com a sua colega Adèle Exarchopoulos ao The Daily Beast, afirma que nunca mais vai trabalhar com o realizador Abdellatif Kechiche, deixando ainda no ar uma frase que poderá provocar polémica no seu país, ao afirmar que em França as coisas são muito diferentes dos EUA e que os realizadores têm todo o poder, ficando os atores encurralados e obrigados a aceder a tudo o que lhes exigem. No final, Léa afirmou-se exausta, até porque supostamente as filmagens deveriam ter durado apenas dois meses, mas prolongaram-se por cinco meses e meio.

Já Adèle, apesar de caraterizar a sua experiência como uma boa aprendizagem, concorda na generalidade com as palavras de Léa, acrescentando que Kechiche é um génio torturado e que provavelmente nunca mais trabalhará com ele.

Já sobre o sucesso do filme, Adèle acredita que muito foi conseguido porque realmente estava a sofrer nas filmagens, como na cena de luta, uma sequência descrita como terrível e onde Léa realmente lhe bateu - isto enquanto o cineasta e a restante equipa gritava por isso mesmo.

«[Kechiche] filmou a cena com três câmaras. Por isso, a cena de luta foi um take continuo de uma hora. Durante as filmagens, eu tinha de a empurrar para fora de uma porta de vidro e gritar "Desaparece". [A Adèle] bateu com a porta e cortou-se, estava sangrar por todo o lado, a chorar, com o nariz a sangrar, e depois disso [Kechiche] disse: «Não, não acabamos. Vamos repetir tudo».  Adèle completa, afirmando: «Nessa cena ela [Léa] tentou travar o meu nariz de sangrar e ele [Kechiche] gritou: «Não! Beija-a! Lambe o ranho dela]....».

La Vie d'Adele chega aos cinemas portugueses no final do ano, sendo de prever a sua antestreia no Lisbon & Estoril Film Festival.



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