Paul Schrader impedido de trabalhar com Kevin Spacey
- Publicado por André Gonçalves
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A temporada de prémios rumo aos Oscar ainda agora arrancou, mas um dos filmes que mais se tem destacado pelos prémios da crítica que já arrecadou é First Reformed. O seu realizador, Paul Schrader, para sempre um inconformista, também não se tem conseguido calar, o que estará a deixar por sua vez os executivos da A24 (distribuidora responsável pela campanha do filme a prémios) nervosos.
Após ontem ter criticado os espectadores de cinema dos dias de hoje, acusando-os de serem piores audiências que na década de 70 ("há provavelmente, até, mais cineastas talentosos hoje que existiam nos anos 70. O que existia nessa década eram audiências melhores"), Schrader voltou à carga num post de Facebook [imagem abaixo] que imediatamente gerou reações. Reações essas que terão levado à sua eliminação posterior. Desta feita, foi a vez de voltar ao escândalo de abuso que incendiou Hollywood há precisamente um ano atrás, numa tentativa de inspirar um novo debate, que consiga separar o artista do crime. O argumentista de Taxi Driver menciona ter-se cruzado com um argumento que contém um papel ideal para Kevin Spacey (acusado de vários crimes de assédio sexual), mas graças ao movimento #MeToo, tornou-se impossível fazer um filme com o ator.

Recordamos que o realizador acabou de ser homenageado na última semana em solo português: na última edição do Lisbon and Sintra Film Festival (LEEF), onde esteve inclusivé presente, de uma forma mediada, (à distância) numa masterclass.
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