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Queer Lisboa: «Facing Mirrors» por André Gonçalves

Às vezes ajuda conhecer o contexto. Facing Mirrors é claramente um filme pioneiro para o Irão, um país cheio de proibições mas que ainda assim já permite a operação de reasserção de sexo.

E como tal, como filme pioneiro, como espelho de uma sociedade felizmente bem longe da nossa, e como "lição de catequese" sobre a temática do trangenderismo, faz o seu trabalho, é certo. Numa potencial rede nacional de jovens LGBT do Irão será o suficiente para iluminar mentes. Para os exilados, servirá igualmente.

O problema é, como muitos outros filmes pioneiros, um certo amadorismo nos procedimentos. Negar Azarbayjani teve que recorrer ao digital, só que em vez de lhe conferir mais realismo, realça as suas fragilidades de uma forma por vezes muito confrangedora.

Ficamos com um filme que até se vê bem uma vez, que se dá o devido desconto olhando para o contexto, mas que muitas vezes gera algumas gargalhadas involuntárias, pela maneira nada subtil como executa toda a sua ação.


André Gonçalves



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