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MOTELx:«Hell Baby» por Jorge Pereira

Numa altura em que as possessões demoníacas e o sobrenatural voltam a estar na moda com relatos cinematográficos que procuram assustar o espectador com muita seriedade, uma comédia de horror que parodie com os clichés destas, mas que não caia no facilitismo idiota da linhagem Scary Movie, é sempre bem vinda. Porém, Hell Baby está longe de ser um filme satisfatório, funcionando apenas em alguns dos seus sketches individuais e não como um todo.

Vanessa (Leslie Bibb) e Jack (Rob Corddry) mudam-se para uma nova casa algures em Nova Orleães. Eles não sabiam, mas prontamente são avisados que a sua nova habitação é conhecida como A Casa do Sangue (maison du sang), um local onde normalmente ocorrem assassinatos. Aos poucos o duo vai sendo afetado por elementos sobrenaturais e nem dois policias idiotas, dois enviados do Vaticano e um vizinho inoportuno parecem servir para resolver a situação.

Apesar de a espaços existirem alguns sorrisos, esta comédia de horror composta por um elenco rico de atores ligados ao Comedy Central é uma desilusão verdadeiramente entediante em grande parte dos seus quase 100 minutos. A algumas investidas curiosas de humor, sucedem outras demasiado banais, redundantes e repetitivas [como as aparições e sustos de F'resnel], e nem o estatuto de filme tão mau que se torna bom este Hell Baby consegue atingir.

Nisto, estamos assim perante uma paródia com demasiados tiques televisivos, alguma nudez total e escassos gags conseguidos, ideal para ver em pequenas doses no Youtube ou em sites humorísticos como o Funny or Die, mas como filme na sua totalidade, nem com uma enorme paixão cineclubista é tolerável no entretenimento que (não) apresenta, a não ser que estejamos bem regados a álcool.

O Melhor: Algumas piadas
O Pior: Um filme propositadamente mau que só funciona em sketches individuais


Jorge Pereira



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