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De Dolph Lundgren a Nicholas Hoult, Comic Con volta a fascinar fãs

Neste Sábado decorreu o terceiro dia da Comic Con, convenção que conta com a sua 5º edição em Portugal, a sua primeira Lisboa, e que celebra o amor pelo cinema, televisão, BD ,anime, literatura, videojogos e até música.
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O evento que não quer perder a sua marca nacional, “não há nenhuma área do evento que não tenha bom conteúdo português” (disse o diretor geral da Comic con Portugal), apostou em Áreas como “Artist Alley” e “Spotlight” para dar espaço aos artistas nacionais exporem o seu trabalho. No entanto, isto não impede que a cultura portuguesa não se discuta em grandes palcos, sendo que, uma das maiores filas do dia foi mesmo para “A cave do Markl” uma conversa sobre todas as coisas nerd com Nuno Markl, o homem da Comercial/escritor/blogger etc que se realizou já no fim do dia.

O primeiro grande momento do dia, e um dos maiores de toda a edição, foi o “Hollywood in Concert”. O concerto, que deu direito a sala cheia, apresentava a Lisbon Film Orchestra tocando os temas mais icónicos de grandes filmes enquanto cenas dos mesmos passavam no grande ecrã por trás, num efeito verdadeiramente mágico.

Seguiu-se a apresentação da Warner Bros. para os próximos meses. Apesar dos problemas técnicos e a impossibilidade de passar o vídeo, o responsável pelo marketing em Portugal do estúdio trouxe luz às estreias que estão para vir. Depositou grandes esperanças no filme The Nun, que - segundo ele - não só teve a “melhor abertura de um filme de terror em portugal” como é um spin-off da série The conjuring. O filme conta a origem do demónio que habita a freira que vemos nos filmes da saga.

Lego 2 também teve algum destaque no painel. Para explicar alguns segredos por trás da produção do filme foi chamado ao palco Ricardo Silva, um português responsável pelo design de muitos conjuntos que revelou ,entre outras coisas, o facto de muito do filme ser filmado em live action no estúdio. Houve uma breve passagem por Shazam, filme que demonstra que “existe um herói em todos nós”: Outra das propostas que levantou cabeças foi obviamente Aquaman, que contou com a presença do português que trabalha nos efeitos especiais do filme e que confessou o cuidado que foi preciso para as personagens parecerem que estão debaixo de água quando nas filmagens não estavam.

Também se falou muito de cinema com uma das cabeças de cartaz, Dolph Lundgren. Contrariamente à programação, pouco se falou do novo filme onde o ator participa (Aquaman). Em vez disso, os fãs quiseram saber tudo sobre a relação deste com Sylvester Stallone enquanto gravavam Rocky IV eos segredos de filmagens nos diversos filmes de The Expendables. O ator revelou a insegurança que os diretores sentiam em relação ao sucesso do filme devido ao alto nível de violência do mesmo. Apesar de tudo, o ator referiu que trabalhar com James Wan (diretor do Aquaman) foi muito especial e definiu-o como  um “jovem talento” que “aprovou pessoalmente cada peça de arma, cada pormenor”. Houve ainda tempo para discutir o novo projeto do ator, um filme dirigido pelo mesmo sobre um velho lutador que quer "quer voltar a viver ".

Já Nicholas Hoult foi indiscutivelmente outra das estrelas do dia. Começando por agradecer aos fãs toda a dedicação que tinham mostrado neste dois dias de evento (o ator fazia parte do programa dia 7 e 8), referiu que se sentia um sortudo em fazer parte de projetos que tem tido tanto peso nas vidas das pessoas e que “significa muito para mim que signifique muito para vocês”. O ator falou um pouco sobre a imensidade do cinema quando revelou que muito pouco nas filmagens do Mad Max era artificial, que tudo nos carros era trabalhado até o mais ínfimo pormenor, o que, quando o filme estava a rodar, quase o fazia esquecer que estava a filmar. Para além disso, revelou que o diretor George Miller tinha escrito a história de todas a personagens desde o momento que nasceram até ao momento que aparecem no filme. Antes de começaram a filmar, o ator recebeu toda essa informação para ser estudada, mas que depois, quando finalmente estavam no set, o diretor deixava os atores fazerem o seu trabalho de interpretação.

Revelou ainda muito sobre a amada saga do X-men, nomeadamente sobre a sua preparação para o seu papel de Beast, que consistiu principalmente de ler a B.D e assistir aos cartoons da saga que saíram nos anos 90. Elaborou ainda sobre o futuro da personagem nos próximos filmes, revelando que a personagem vai ficar mais confortável com a sua mutação e vai se tornar mais aberto e carismático. Os fãs ainda quiseram saber sobre projetos mais independentes do ator como o filme Equals ou a série britânica Skins.

Fora dos painéis, a Comic Con ainda teve, como sempre,muita atividade. Enormes arenas onde podiam assistir aos profissionais ou experimentar pessoalmente novos jogos ou viajar no tempo com as arcadas a diversos workshops também estavam disponíveis para os fãs experimentarem um pouco das suas artes favoritas, como aulas sobre concept art a dicas para desenhar B.D. Imensas bancas onde se pode obter o precioso merchandising - que vão de uns cêntimos a exemplares para colecionadores que valem mais de mil euros. Conta ainda com os usuais concursos de Cosplay para quem quer dar vida às personagens favoritas e até uma espécie de palco dedicado ao K-pop onde um grupo de jovens iam dançando espontaneamente mas de alguma maneira algo coordenado ao som das suas bandas coreanas favoritas, Assim, o Comic con tenta dar uma experiência interativa para quem ama a ficção um bocadinho demais.



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