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Mel Brooks: «tornamo-nos estupidamente politicamente corretos»

Numa entrevista à BBC4, Mel Brooks voltou a mostrar-se agastado com o ambiente «politicamente correto» em que vivemos e, que segundo ele, «matou a comédia». «Está certo que não devemos magoar as várias tribos e grupos. No entanto, isso não é bom para a comédia», afirmou, acrescentando que um dos seus filmes mais populares, Balbúrdia no Oeste (1974), não poderia ser feito hoje em dia.

Apelidado pela locutora de «Santo Padroeiro do ir longe demais», o comediante disse ainda que há certos temas que seria incapaz de parodiar, como as câmaras de gás ou o corredor da morte de crianças judias nas mãos dos nazis, mas que tudo o resto poderia ser um alvo de piadas: «Pessoas nuas? Sim. Eu gosto de pessoas nuas. Eles geralmente são as mais educadas».

Quando questionado sobre projetos futuros, Brooks disse que tencionava fazer no teatro uma adaptação musical de Balbúrdia no Oeste. Quando a locutora perguntou, «Para quando?», o comediante respondeu: «Quinta-Feira! Eu sou muito rápido

Recordamos que em Balbúrdia no Oeste seguimos um trabalhador negro dos caminhos de ferro que após um crime é "perdoado" e transformado em xerife de Rock Ridge. Um dos fortes elementos desta comédia com diversos elementos non sense era a utilização da palavra "Nigger" (ou Nig, em alguns casos) e dos estereótipos, algo que Brooks numa entrevista à PBS em 2014 disse que só foi concretizável porque Richard Pryor coescreveu o guião: «O politicamente correto limita e restringe humor (...) O humor tem que ser muito louco, muito livre e perigoso!», disse, acrescentando  que quando escreveu o guião do filme perguntava sempre a Pryor se podia usar a palavra proíbida, ao que este respondia: «tens mesmo de [usar]».



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