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Clive Owen em novo filme de Ang Lee

Clive Owen junta-se a Will Smith em Gemini Man, o próximo filme assinado por Ang Lee (O Tigre e o Dragão, A Vida de Pi), uma ficção cientifica centrada num futuro próximo onde a clonagem humana é mais que uma possibilidade. Nesta história, Will Smith será um operativo reformado da NSA que tem que escapar a um assassino, que mais tarde vem a descobrir que se trata de uma versão jovem dele próprio.

Segundo a Variety, Owen será o antagonista, enquanto que Mary Elizabeth Winstead e Tatiana Maslany encontram-se cotadas para a coprotagonista feminina.

Gemini Man é uma produção de Jerry Bruckheimer (do franchise Piratas das Caraíbas) e encontra-se em desenvolvimento há mais de duas décadas, na posse da Disney. Contudo, o projeto foi adquirido pela Skydance Media, que o produzirá em conjunto com a Paramount Pictures. 

Com estreia prevista para outubro de 2019.

Vem aí série inspirada em «John Wick»

Chris Albertch, Presidente da Starz, anunciou na Television Critics Association (TCA) Winter 2018 Press Tour que a Starz em conjunto com Lionsgate irão produzir uma série baseada no franchise de John Wick.

Intitulado de The Continental, a série explorará o submundo dos assassinos e o hotel-fachada que os abriga. Nos filmes, esse mesmo hotel é gerido por Winston, personagem interpretada pelo ator Ian McShane.

O argumentista e produtor Chris Collins (Sons of Anarchy, The Wire) encontra-se confirmado para escrever esta adaptação televisiva, enquanto que Chad Stahelski (corealizador de John Wick e realizador de John Wick: Chapter 2), Derek Kolstad (argumentista dos dois filmes), Keanu Reeves, Basil Iwanyk (produtor do díptico e ainda de Sicario) e David Leitch (corealizador de John Wick e realizador da sequela de Deadpool) estarão integrados na produção. Este último, irá dirigir o episódio-piloto.

No seu anúncio, Albertch revelou que "esta série será verdadeiramente diferente de qualquer outra coisa na TV. "The Continental" promete incluir as sucessivas sequências de luta e os tiroteios intensamente organizados entre assassinos profissionais e seus alvos que os adeptos esperaram na franquia de John Wick, além de apresentar alguns personagens novos e convincentes que habitam neste mundo subterrâneo. "

«Lady Bird», «Get Out» e «Game of Thrones» destacados pelo Sindicato dos Realizadores Norte-Americanos

Foram divulgados os nomeados do DGA (Director’s Guild of America). Este ano, o Sindicato de Realizadores destacou Get Out, de Jordan Peele, que se encontra presente na categoria de Filme e de Primeira Longa-Metragem. Na concorrência, deparamos com Greta Gerwig com Lady Bird (uma indicação de que poderemos contar com a sua presença nos Oscars), Christopher Nolan (Dunkirk) e os galardoados na última cerimónia dos Golden Globes, Guillermo Del Toro (Shape of the Water) e Martin McDonagh (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri).

Quanto à televisão, Guerra dos Tronos destaca-se com três episódios nomeados na categoria de Série Dramática, já na da Comédia, Master of None presencia com dois episódios. The Handmaid’s Tale e Big Little Lies são outros destacados na secção televisiva.

 

Filme

Guillermo Del Toro – “Shape of the Water”

Greta Gerwig – “Lady Bird”

Martin McDonagh - “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”

Christopher Nolan – “Dunkirk”

Jordan Peele – “Get Out”

Filme (Primeira Longa-Metragem)

William Oldroyd - “Lady Macbeth”

Jordan Peele – “Get Out”

Geremy Jasper - “Patti Cake$”

Aaron Sorkin - “Molly’s Game”

Taylor Sheridan – “Wind River”

 

Séries de Drama

Matt e Ross Duffer - "Chapter Nine: The Gate", de Stranger Things (Netflix)

Reed Morano - "Offred", de The Handmaid's Tale (Hulu)

Jeremy Podeswa - "The Dragon and the Wolf", de Game of Thrones (HBO)

Matt Shakman - "The Spoils of War", de Game of Thrones (HBO)

Alan Taylor - "Beyond the Wall", de Game of Thrones (HBO)

 

Séries de Comédia

Aziz Ansari - "The Thief", de Master of None (Netflix)

Melina Matsoukas - "Thanksgiving", de Master of None (Netflix)

Mike Judge - "Server Error", de Silicon Valley  (HBO)

Beth McCarthymiller - "Chicklet", de Veep (HBO)

Amy Sherman-Palladino - "The Marvelous Mrs. Maisel", de The Marvelous Mrs. Maisel (Amazon)

 

Telefilmes e Minisséries

Scott Frank - Godless (Netflix)

Barry Levinson - The Wizard of Lies (HBO)

Kyra Sedgwick - Story of a Girl (Lifetime)

Jean-Marc Vallée - Big Little Lies (HBO)

George C. Wolfe - The Immortal Life of Henrietta Lacks (HBO)

 

«Hellraiser»: o Inferno "encaixotado" de Clive Barker

  • Publicado em Artigos

"Will tear your soul apart"

Quando o género do terror seguia numa rota de repetição, como o frenesim das sequelas de êxitos (Halloween, Friday 13th, A Nightmare on Elm Street) que invadiam as nossas salas, um autor genuinamente ligado a esse “mundo” tão rentável decide invocar os mais mórbidos dos pesadelos “sadomasoquistas”, isto naquele que poderá ser um dos mais originais enredos do terror nos finais da década de ’80.

Foi exatamente em 1987 que chegaria às salas de cinema de todo o Mundo, Hellraiser, um cruzar de mitos faustianos com a referência da caixa Pandora, um portal que abre dois reinos incoexistentes, ao contrário do que acontece nos dois estilos fundados em prol deste “fogo maldito” – o slasher e o splatter.

O macguffin de Hellraiser é uma caixa de puzzle chinesa, no qual reza a lenda que quem a decifrar poderá aceder a desejáveis dimensões. Um homem, Frank Cotton (Sean Chapman), conseguiu tal proeza, mas o preço a pagar foi demasiado alto. Contudo, de certa maneira, consegue escapar aos “anjos da perdição”, os Cenobitas, que o aprisionavam num eterno vórtice de dor. Mas o seu regresso ao mundo dos mortais é tudo menos risonho, desfeito e incompleto, Frank terá que pedir auxilio a uma das suas amantes para o reconstruir. Entretanto, os tais Cenobitas, liderados por o somente conhecido por Pinhead (o muito subestimado Doug Bradley), procuram a sua alma nos recantos mais obscuros do Inferno.


Convertido atualmente num filme de culto, Hellraiser sempre fora considerada uma obra adjetivada de “painfull” (dolorosa de ver). E não podiam estar mais certos disso. A obra-mestre de Clive Barker - autor de inúmeros contos envolvidos neste universo, provavelmente seguindo o conceito de “world building” levado à prática por outro autor do género, H.P. Lovecraft - revela-se numa incursão torturada ao sadismo como busca de um prazer inerente. O sadomasoquismo exposto e sugestivo, o signo destes demónios bastardos, é o elo que une esta fantasia com o nosso mundo atual. Mundo, esse, cujas essas formas prazenteiras são renegadas e repudiadas perante os conformes estabelecidos da sociedade. Porém, quem ainda rege a esses métodos, encontra refúgio na marginalização. E assim, restringem-se a nichos quase “subterrâneos”. Os nichos são representativos a essas “caixas” de difícil acesso, voluntariamente. 

Barker é um homem erguido nesse mundo visceral. Em jeito de convite ao nosso espectador, paraboliza-o com cenas “gore”, trazendo até ao seu legado clichés que ainda hoje perduram. Se o argumento pesa como um impasse para as vontades meta-fílmicas e perversamente sexualizadas, a verdade é que o enredo funciona, de certa forma, como uma máscara de outras perversões. Entre as quais, o prazer gráfico muitas vezes alicerçado à paixão do cinema de terror. Para além disso, há que realçar Hellraiser pelos seus valores técnicos, que auxiliam em prol desse engodo. A fotografia de Robin Vidgeon, por exemplo, é um fator a ter em conta, envolvida numa beldade gótica e pessimista, em conformidade com a composição musical de Christopher Young (a prevalecer esse tom gótico em constante eco).

O problema geral de Hellraiser reside principalmente no elenco. Nenhuma das interpretações tem a capacidade de sair da mediania, assim como as personagens não sobressaem dos seus propósitos figurativos, e Andrew Robinson não é meramente um exemplo de representação glamorosa. Adaptado de uma novela escrita pelo próprio realizador e argumentista, Hellraiser pode nos dias de hoje ser um filme ultrapassado em termos de efeitos especiais, mas só a sua caracterização, maquilhagem e efeitos práticos valem por isso. Brinda-nos com um enredo acima da “perseguição e facada” e é responsável pela introdução de muitos dos mais profundos pesadelos humanos.

Nos dias de hoje, possui mais de 9 sequelas de baixo-orçamento e um remake em pré-produção, mas o original é sempre mantido como uma porta aberta ao terror mais fetichista e não tão fantasioso como se julga.

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