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Dois filmes portugueses premiados no Festival de Sevilha

Um ano depois de ter distinguido com o prémio principal do certame o filme português A Fábrica do Nada, o Festival de Cinema de Sevilha premiou na edição deste ano dois trabalhos portugueses.

O primeiro foi Raiva, de Sérgio Tréfaut, distinguido como o Prémio de Contribuição Artística à Linguagem Cinematográfica, tendo o júri afirmado que a fita "reinterpreta os géneros clássicos com uma brilhante proposta estética e fortes raízes na cultura popular portuguesa."

Também premiada  - Melhor Filme da Nova Vaga_Não Ficção - foi Salomé Lamas e o seu Extinção (na imagem acima): "Pela maneira como Salomé Lamas aborda a questão da identidade e o (não) pertencimento. O filme parece nos dizer que, sem um país, não existimos. Sem uma identidade, não temos uma opinião. Sem uma opinião, você é invisível. Para abordar esse material, a cineasta desenvolve um olhar estético radical que se encaixa perfeitamente com a ideia implícita de desenraizamento, confusão e desorientação que acompanha a queda de um sistema ", disse o júri sobre o filme.

O prémio de melhor filme - Giraldillo De Oro - acabou por ser entregue a Donbass, de Sergei Loznitsa, enquanto Ray& Liz, atualmente em competição no Lisbon & Sintra Film Festival, levou para casa o Grande Prémio do Júri. 

A 15ª edição do Festival de Sevilha decorre de 7 a 17 de novembro.



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