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Fortemente criticada, Veneza promete lutar pela igualdade de género


Alberto Barbera © La Biennale di Venezia - foto ASAC

Depois de Cannes, Locarno e Sarajevo, o Festival de Veneza (sob a alçada da Bienal de Veneza), vai assinar um protocolo sobre paridade de género. Assim, o certame vai se comprometer em fornecer estatísticas sobre o número de filmes selecionados aos movimentos que defendem a igualdade de género, bem como a entrega da lista de membros nos comités de seleção e programação, a fim de evitar a suspeita sobre a falta de diversidade ou paridade.

Esta medida chega depois de o certame ter sido classificado como um exemplo de "masculinidade tóxica" por apenas apresentar - pelo segundo ano consecutivo - apenas um filme realizado por uma mulher na competição principal. O diretor do festival, Alberto Barbera, declarou que se "demitiria" se tivesse de ceder à pressão de implantar uma cota para as mulheres na corrida ao Leão de Ouro. 

Esta posição foi criticada por uma aliança de cineastas europeias. "Desculpe, mas nós não acreditamos mais nisso", disse a European Women's Audiovisual Networt numa carta aberta no início deste mês. "Quando Alberto Barbera ameaça sair, está perpetuando a noção de que selecionar filmes por cineastas envolve baixar os padrões de qualidade". 

Barbera mostou um retrocesso na sua posição, ou um suavizar da mesma, como a imprensa apelidou, quando o chefe de  júri de Veneza, o diretor mexicano premiado com o Oscar Guillermo del Toro, apostou na campanha 50/50 até 2020, lançado em Cannes. "Para mim, o objetivo é claro e deve permanecer 50/50 em 2020", disse o diretor aos repórteres em Veneza. “Acho que 50/50 em 2019 seria melhor. Não se trata de estabelecer uma quota… (mas) é extremamente importante acabar com (a sub-representação)”.


Guillermo del Toro - © La Biennale di Venezia - foto ASAC

O diretor foi ainda atacado por no ano passado ter convidado "The Private Life of a Modern Woman", de James Toback, a estrear no certame. Recorde-se que o realizador foi acusado por centenas de mulheres, incluíndo s Julianne Moore, Selma Blair e Rachel McAdams de assédio. Sobre a questão, Barbera respondeu: "Não estou em posição de julgar, decidir se o comportamento de James Toback foi bom ou mau (...) "Eu não sou um juiz. Eu não sou advogado (...) "Veremos se os tribunais decidem que as acusações são verdadeiras e, se forem verdadeiras, ele vai para a cadeia".



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