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Cannes: escassez de mulheres e Godard debatidos na conferência de imprensa do Júri

O júri chefiado por Cate Blanchett tem uma tarefa herculana e tal ficou evidenciado na sua apresentação à imprensa, na qual não faltaram questões sobre a representação das mulheres na competição e ainda sobre Jean-Luc Godard.

A atriz norte americana, galardoada com dois Óscares da Academia, referiu que na questão de existirem apenas três mulheres a concorrer à Palma de Ouro “é” um avanço positivo, mesmo assim, visto que em anos anteriores o número era relativamente mais baixo e em alguns casos mesmo inexistente.

Outro dos temas discutidos foi o facto da Competição deste ano estar recheada de realizadores jovens, muitos deles a contar com a sua primeira longa-metragem, que confrontam nomes experientes como Jean-Luc Godard. A intervenção do jornalista tentava conhecer como o júri iria encarar a análise de filmes adereçados a experiências diferentes. Cate Blanchett referiu que o que a preocupava eram os filmes e não os nomes. Contudo, no caso do Godard, teria que estar ciente da sua carreira, referindo ainda como cada filme do incontornável nome da Nouvelle Vague era uma experiência própria. 

Recorde-se que as mulheres dominam o júri da 71ª edição do Festival de Cannes. No júri do certame, e para além de Blanchett, estão Ava DuVernay (realizadora), Robert Guédiguian (realizador), Andrei Zvyagintsev (realizador), Denis Villeneuve (realizador), Chang Chen (ator), Léa Seydoux (atriz), Kristen Stewart (atriz) e Khadja Nin (cantora). 

Assim arrancou mais uma edição do Festival de Cannes, que se prolongará até dia 19 de maio e cuja Seleção Oficial abrirá com a mais recente obra do iraniano Asghar Farhadi, que filmou em Espanha o casal maravilha Penélope Cruz / Javier Bardem numa trama de segredos e revelações.



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