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Sundance 2018: a competição internacional

O festival decorre entre 18 e 28 de janeiro em Park City, estado do Utah, nos Estados. Pode ler sobre o festival e a programação de filmes norte-americanos aqui.

Brasil e Dinamarca são os países com maior número de filmes na Competição Internacional – dois projetos cada um. Em Benzinho (Loveling, no título internacional), Karine Telles vive uma mãe protetora em crise pela partida súbita do filho adolescente para jogar handebol na Alemanha; o realizador, Gustavo Pizzi, é responsável pelo emblemático Riscado. Os teens são o tema de Ferrugem (Rust), de Aly Muritiba, do belo Para Minha Amada Morta, onde aborda o uso da tecnologia através da relação entre duas jovens.

A América Latina contribui ainda com o argentino La Reina del Miedo (The Queen of Fear), o mexicano Tiempo Compartido (Time Share), e a coprodução Cuba-Canadá de Un Traductor. O primeiro é de uma veterana atriz do país, Valeria Bertucelli, que também coescreve e protagoniza, onde uma famosa atriz é confrontada com uma reavaliação de sua vida opulenta; já no mexicano Time Share o realizador Sebastián Hofman conta a história de duas famílias estranhas que são obrigadas a conviver num resort. Por fim, Un Traductor traz o ator brasileiro Rodrigo Santoro a aprender russo para fazer de tradutor num hospital cubano. Como pano de fundo está a chegada do fim da União Soviética e o anúncio de uma nova era (de crise) para Cuba.


Tiempo Compartido

Das citadas produções dinamarquesas, uma delas é Holiday, onde a cineasta Isabella Eklöf leva uma família associada a um gangster para umas férias numa praia da Turquia. A protagonista, no entanto, desafia as regras ao apaixonar-se por um holandês. O outro projeto é The Guilty, de Gustav Möller, onde um policial atende uma chamada desesperada de uma mulher raptada e tenta encontra-la, enquanto se defronta com os seus próprios demónios.

Ainda em terrenos escandinavos, vem da Islândia And Breathe Normally, onde uma mulher do controlo de fronteira apanha uma imigrante ilegal da Guiné-Bissau. Ambas com vidas difíceis, desenvolvem, no entanto, um laço que as une. A longa-metragem de estreia do realizador Isold Uggadottir toda em temas como imigração, os direitos humanos e LGBTs através de um drama intimista.

Idris Elba estreia na realização com fundos britânicos em Yardie (na imagem abaixo), onde o ator conta a história de um jovem a viver em Kingston, na Jamaica dos anos 70, que vê o irmão a ser morto por um gangue rival. Anos mais tarde decide procurar o assassino.

Do extremo-oposto da Europa surge Butterflies, a segunda obra do turco Tolga Karaçelik, sobre três irmãos com um passado dramático que tem de voltar a reunir-se na aldeia que lutaram toda a vida para esquecer.

Do país vizinho e completando a seleção de projetos europeus, o grego Pity trás a história de um homem habituado a que sintam pena dele. A obra de Babis Makridis promete ser uma comédia negra perturbadora, onde o célebre Yorgos Lanthimos pode não estar de todo ausente enquanto influência, já que um dos argumentistas é Efthimis Filipou, o mesmo de Canino e A Lagosta.

O único filme asiático é o raro exemplar de um projeto vinda da China realizado por uma mulher. Cathy Yan aborda, em Dead Pigs, uma espécie de filme mosaico sobre a China moderna sob uma perspetiva humanista.



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