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San Sebastián : Agnès Varda não ganha muito dinheiro, mas é «livre»

Agnès Varda, que vai receber em novembro um Oscar honorário pelo conjunto da sua carreira, declarou que não ganha muito dinheiro com o cinema, mas que é «livre».

As palavras foram proferidas após a entrega do Prémio Donostia, no passado domingo (24/09), uma distinção do Festival de Cinema de San Sebastián. Agradecida pela distinção, a belga radicada em França questionou se esta foi a primeira vez que o prémio foi entregue a «alguém marginal, que trabalha com honestidade, mas não ganha dinheiro».

«Eu poderia ganhar mais dinheiro, o cinema é caro, mas não quero vender produtos ou presunto. É por isso que não faço filmes comerciais e não ganho muito dinheiro, mas faço um cinema que é livre», afirmou a cineasta de 89 anos, acrescentando que essa liberdade era o elemento que partilhava com os cineastas da Nouvelle Vague, embora os objetivos individuais de cada um fossem diferentes.

Varda disse ainda que quando fez o seu primeiro filme em 1954, La Pointe-Courte, «existiam apenas três ou quatro mulheres realizadoras», mas que «queria desde o início fazer um cinema radical, não como mulher, mas como cineasta radical».

Ricardo Darín e Monica Bellucci são as outras personalidades escolhidas para esta premiação. O Festival de San Sebastián começou na passada sexta-feira (22/09) e decorre até dia 30 de setembro.



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