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Leffest 2017: Palacetes de Sintra e Isabelle Huppert na nova edição

O diretor do Lisbon Sintra Film Festival, Paulo Branco, anunciou em conferência de imprensa realizada hoje (23/06) no Palácio de Queluz algumas das novidades da sua 11ª edição. A apresentação contou com as presenças do presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, e da vereadora para a Cultura, Catarina Vaz Pinto – representando a Câmara de Lisboa.

O festival decorrerá entre 17 e 26 de novembro e, para além de espaços tradicionais como os cinemas Monumental e Nimas, em Lisboa, vai promover atividades em diversos edifícios históricos de Sintra – como o Palácio da Vila, Monserrate e o próprio Palácio de Queluz. Este último vai acolher a cerimónia de abertura, enquanto o teatro D. Maria II a de encerramento. A destacar também é o centro cultural Olga Cadaval, em Sintra.

Ainda sem programação nem lista de convidados completa, o mais importante dos anúncios feitos foi uma retrospetiva dedicada a Isabelle Huppert. A atriz chegou a ser anunciada no ano passado, mas não compareceu. Este ano ela ilustra o próprio cartaz do evento e, segundo Paulo Branco, está a terminar de escolher os filmes, entre 60 e 80 títulos, que irão ilustrar um vasto panorama da sua obra.

Já o cartaz do simpósio Pode a Arte ainda Ser Subversiva? homenageia outra figura emblemática, João César Monteiro. Para responder a questão, escritores, filósofos e artistas discutem o assunto. “A questão aqui”, diz o diretor do evento, é saber “se a arte ainda pode chocar as nossas consciências e fazer pensar ou, pelo contrário, se hoje em dia tudo se dilui neste magma da comunicação social”.

Dois cineastas portugueses serão objetos de retrospetivas: João Mário Grilo e José Vieira. Se o primeiro, “é conhecido mas não o suficiente” e vai ter uma mostra completa, o segundo vive há muito radicado em Paris, tendo feito vários documentários que abordam a imigração portuguesa em França.

De resto, espera-se a tradicional mistura das mais variadas formas artísticas, como teatro, música, fotografia, dança, masterclasses e, novidade este ano, workshops que visam atrair o púbico mais jovem.

Será a primeira edição realizada sob a égide da Câmara de Sintra, depois de dez anos sob patrocínio da Càmara de Cascais. Segundo Paulo Branco, esta última decidiu não patrocinar mais o evento por razões “que não lhe cabem comentar”, enquanto agradeceu o “entusiasmo e a energia” com que foi acolhido pela nova patrocinadora.



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