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"O politicamente correto está a matar-nos" diz Clint Eastwood

No Festival de Cannes, o cineasta americano Clint Eastwood (Million Dollar Baby) discutiu o seu regresso como ator numa master class a propósito dos 25 anos de Imperdoável (1992), o filme que lhe valeu o primeiro Óscar de realizador.

O último desempenho de Eastwood foi em As Voltas da Vida (2012). Sobre a representação, disse “Sinto falta de estar à frente da câmara de vez em quando, mas não com frequência”, acrescentado ainda que tenciona voltar a fazê-lo brevemente.

O realizador manifestou ainda sua opinião relativamente aos tempos que correm na indústria cinematográfica e como se tem refletido na audiência. Começando por referir que aquando a estreia do primeiro filme da saga Dirty Harry (1971), este foi considerado politicamente incorreto e que tal deu começo a uma era de “politicamente correto”: “Estamos a matar-nos com isso, perdemos o nosso sentido de humor. Quando o fiz, achei-o interessante e ousado”.

Em resposta ainda a uma afirmação de um crítico dos Los Angeles Times “Os seus instintos são às vezes melhores que o seu intelecto.", o cineasta respondeu “Intelectualizar ou pseudo-intelectualizar pode ser uma armadilha. O cinema é uma forma de arte emocional, não uma intelectual”



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