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Terrence Malick faz aparição rara no SXSW

Foto: REX/SHUTTERSTOCK

É sabido que o mais recente filme de Terrence Malick, Song to Song, foi a abertura escolhida para a mais recente edição do South by Southwest (SXSW), um dos maiores eventos do mundo a unir cinema, música e tecnologia, a decorrer em Austin, Texas. A nona longa-metragem de um dos mais enigmáticos realizadores da atualidade, une a natureza musical da cidade com as relações amorosas dignamente "malickianas", temas que tão bem coincidem com os propósitos do festival.

Contudo, a grande notícia do evento, foi mesmo a aparição de Malick perante o grande público. O realizador participou numa mesa redonda ao lado do seu protagonista Michael Fassbender, tendo como moderador Richard Linklater, onde falou sobre o seu filme.

"Não se pode viver em Austin e escapar à música", declarou o realizador em relação à produção desta obra na cidade texana. Conhecido como um cineasta reservado, que se recusa a dar "cara" à imprensa e a promover as suas próprias obras, isto durante décadas. Como tal, a presença de Terrence Malick foi recebida entre um sentimento de euforia e de insólito.

Lembro-me sempre de sentir timidez, porque é difícil projetar-mos  para o presente” referiu, quando confrontado com a contemporaneidade de Song to Song.Eu penso que ao fazer um filme contemporâneo, refletimos sobre as imagens que não foram utilizadas em publicidade … e a conclusão que chegamos é que existem muitas imagens de hoje como havia no passado

Na conversa a três, Linklater mencionou os últimos três filmes de ficção de Malick: To the Wonder, Knight of Cups e agora Song to Song, para depois questionar esse curto espaço de tempo na concretização das suas obras, um factor que o realizador parecia não usufruir do passado. Malick afirmou que presentemente estaria a preparar uma nova abordagem na sua cinematografia, e que a vinda do digital tornou a sua tarefa mais fácil, eficaz e oportuna para filmar como bem lhe apetecer. “Hoje, com a mais moderna tecnologia, podemos filmar bastante em 40 dias.

Malick ainda admitiu que o primeiro "cut" de Song to Song tinha cerca de oito horas de duração: “Levou-me bastante tempo a cortar e a ter uma duração maleável … tínhamos bastantes filmagens para contar a história em diversas perspetivas”.

A conversa continuou até chegar ao modus operandis de Malick, que fora sempre acusado de explorar e experimentar durante o ato de rodagem: "tenho problemas em trabalhar com coisas demasiado preconcebias, como storyboards."

O SXSW vai decorrer até ao dia 19 de março. Song to Song tem estreia prevista para abril no nosso país. 



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