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Cannes (dia 8): um Hirokazu Koreeda meloso entre outros falhanços

Um Hirokazu Koreeda meloso, uma produção de Paulo Branco que falhou por completo e ainda Viggo Mortensen como o "Capitão Fantástico" são as novidades que trago nesta nova crónica de Cannes. Contudo, nenhum deles pertence à competição à Palma de Ouro.

Fora de Competição está La Forêt de Quinconces, onde Paulo Branco apadrinha a primeira longa-metragem de Grégoire Leprince Ringuet. Protagonizado pelo jovem realizador, este é um romance pouco convencional que se vai gradualmente afastando do realismo que o próprio inicialmente criou. Alusivo ao conto de fadas e a maldições folclóricas, La Forêt de Quinconces peca por uma direção insegura que por vezes ostenta faíscas de genialidade, mas que nada é realmente cumprido. As interpretações também são meras variáveis e aquele "irritante" tom de pedantismo fez com que imensos saíssem da sala de projeção.


La Forêt de Quinconces

Na Un Certain Regard surge-nos Captain Fantastic, uma obra de Matt Ross que remete-nos a Viggo Mortensen, um pai recentemente viúvo que tenta educar os seus filhos de uma maneira pouco ortodoxa. A sua personagem tem medo do mundo civilizado, isolando os seus herdeiros de qualquer contacto com a sociedade. É um filme que bem poderia figurar-se na selecção de Sundance (e esteve). Aliás, uma fita que respira totalmente ao cinema independente norte-americano. Por vezes faz-nos lembrar Canino, de Yorgos Lanthimos, mas Captain Fantastic é demasiado inocente e menos dado a reflexões politicas do que o referido filme grego.

Quanto a Hirokazu Koreeda, After the Storm  talvez seja a sua obra mais fraca. Um drama familiar com raça de Ozu mas sem a sensibilidade digna de ambos os autores. É a história de um pai divorciado, um novelista financeiramente falhado, que tenta reconquistar a sua mulher e o seu filho, sendo que no seio dessa mesma reconquista um tufão surge em cena. De Koreeda já vimos melhores.



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