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Cannes (dia 1): Woody Allen lança um raio de luz num dia cinzento em Cannes

O tempo pode não ter ajudado o festival mais mediático do Mundo a recuperar o seu glamour no primeiro dia, mas o filme de abertura, Café Society, sim. A escolha de Woody Allen como o comité de boas-vindas, a terceira vez para ser mais exato, não foi fruto do acaso, nem sequer pelo prestigio de tão veterano cineasta abrir a edição. A seleção surgiu simplesmente pela sua fé no Cinema, da mesma maneira que Berlim arrancou com Avé César, dos irmãos Coen. O restauro da idade de ouro, o cinema como potência, quer industrial, artistica, expressiva, por outras palavras – cinema é a vida com todos aqueles aborrecidos cortes (citando Hitchcock).

E os festivais precisam urgentemente acreditar (ou fazer acreditar) que ainda existem vestígios de magia no cinema, o brilho ainda se transmite no tão lendário tapete vermelho, o fascínio maior que as estrelas, a para com os filmes. Em dias que se discute o fim ou o salvamento do cinema como o conhecemos - os variados debates sobre a ou não ativação da plataforma Screening Room, uma ideia de visualização caseira de Sean Parker (cofundador do Facebook) que tem causado ira a distribuidores e exibidores – é importante sobretudo não "desligar a máquina" e tentar esperençosamente que filmes "embebidos" ou que invocam a grandiloquência que o cinema de sala obtera, poderão servir, quem sabe, como relembrança de que o Cinema sem sala é o mesmo que Praia sem sol.

Tal como a escolha do filme, esta comparação não foi pura casualidade. O tempo cinzento e chuvoso parece ter impedido esta nova edição arrancar sob uma demonstração da sua total fotogenia, porém, a nova obra de Woody Allen foi capaz disso, mostrar como o Cinema consegue ser uma ... fantasia ... uma bela fantasia.



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