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Trailer de «Thy Kingdom Come», o filme feito dos "restos" de Terrence Malick

Terrence Malick é visto como um dos genuínos autores de Hollywood, o seu Cinema é reconhecível um pouco por todo o lado e o seu modo de trabalho tem suscitado mais que fascínio. Conhecido pelas edições radicais, o cineasta frequentemente "cortou" sequências filmadas, deixando de fora atores, como aconteceu com Mickey Rourke em Thin Red Line (A Barreira Invisivel).

Mas há quem aproveite essas filmagens não-usadas para materializar uma média-metragem, e o fotojornalista Eugene Richards tornou isso possível ao resgatar o seu trabalho de pesquisa para To the Wonder (A Essência do Amor), o filme de Malick que contou com Javier Bardem na pele de um padre conflituoso.

O realizador convidou Richards, especializado em documentários sobre inclusão social e de doenças mentais, para o ajudar a compor o papel de Bardem. Para isso, ele encontrou pessoas reais na área de Bartlesville, Oklahoma, para que o ator entrevistasse, enquanto encarnava a personagem. Estes encontros foram filmados. Segundo o próprio Richards, o resultado foram testemunhos e reuniões mais interessantes do que aquilo que inicialmente procurava, entre os quais o encontro com um ex-membro do Klux Klux Klan.

Intitulado de Thy Kingdom Come, este projeto terá estreia no SXSW Film Festival, que arrancará a 9 de março, prolongando-se até dia 17.

Novo filme de Pedro Costa em 2018

  • Publicado em Artigos

Cabo-Verde continua presente no coração de Pedro Costa, e é nestas constantes transações entre o continente e o arquipélago que se assume a tour-de-force da sua filmografia presente. Tudo começou em 1994 com as rodagens de Casa da Lava na Ilha do Fogo, uma história de fantasmas e hereditariedade, que não foi de toda bem-sucedida, nem sequer do agrado do realizador. Contudo, foi aí que nasceu uma nova face, não na conceção do filme em si, mas no desencadeamento deste trabalho de produção. Costa comprometeu-se a entregar a correspondência confiada pelos habitantes da ilha, com remitência aos familiares que residem em Lisboa. Esta promessa, levado a cabo pelo realizador, serviu como corpus de estudo para o trabalho de uma nova obra - Ossos (1998) - onde registou um apetite etnográfico que se vai bravando gradualmente no seu conceito de ficção.

O abandono foi total com No Quarto da Vanda (2000), queda do Bairro das Fontainhas (Amadora) documentada com tamanha intimidade e carinho por estas “personagens” marginais, reclusos sociais que recusavam deixar as suas vidas pré-fabricadas na lata. Vanda Duarte, que integrou o anterior Ossos, agora é a anfitriã num apocalíptico desabar de um ecossistema. O filme iria desfechar com o prometido titulo, a entrada desse compartimento, o apogeu máximo da intimidade da câmara do realizador com a figura filmada.

Se o Bairro das Fontainhas, extinto e apenas vivo na memória de quem lá passou, continha uma enorme massa cultural cabo-verdiana, “plantada” e germinada, em Juventude em Marcha (2006), Pedro Costa focaria os fantasmas deixados por esses recém-convertidos não-lugares. Aí, Vanda seria substituída por outro habitante, Ventura, que adquiria uma aura trágica, mantida nos capítulos seguintes.

Cavalo Dinheiro (2014), uma espécie de prolongação do elevador “assombrado” ilustrado no objeto coletivo Centro Histórico, marcaria outro estagio fílmico em Pedro Costa, o espirito etnográfico em conformidade com o regresso ao cinema de estúdio, ao artificialismo que diluia com os eufemismos místicos de uma Cabo-Verde distante, mas nunca ausente.

Assim sendo, em Vitalina Varela, o próximo filme do realizador, chegaremos a um esperado retorno ao país que acompanhou este Cinema. Mais uma vez, Pedro Costa pega em num dos seus habitantes e aponta-lhe os holofotes. Vitalina é essa “nova” protagonista, uma face reconhecida neste universo que emancipa-se para o seu próprio conto. Esse, a cumprida espera de 25 anos pelo seu bilhete de volta a Cabo-Verde e a chegada três dias depois do funeral do seu marido.

Produzido pela OPTEC, pequena produtora que nos “entregou” ano passado o conto jovial e rebelde de Verão Danado, Vitalina Varela tem estreia prevista para este ano, devendo estrear num festival de cinema de renome. Deste lado, aposta-se a Locarno, ou quem sabe, a Quinzena dos Realizadores de Cannes.

Anne Hathaway poderá protagonizar thriller politico

Anne Hathaway encontra-se em negociações para protagonizar The Last Things He Wanted, o próximo projeto de Dee Rees, a consagrada realizadora de Mudbound.

O filme será baseado no livro de Joan Didion, um thriller politico centrado numa repórter da Washington Post que deixa seu trabalho para cuidar do seu pai. Durante a intriga, ela torna-se numa negociante de armas para o governo dos EUA na América Central. Marco Villalobos será o argumentista.

Robert Pattinson e Willem Dafoe em filme de horror

Robert Pattinson junta-se a Willem Dafoe para protagonizar o próximo projeto de Robert Eggers (The Witch), intitulado de The Lighthouse. Segundo a descrição da produtora A24, o filme será “uma história de horror fantástica centrado num mundo povoado por velhos mitos marinhos”. 

Relembramos que este não será o único projeto que Eggers tem em mãos, o realizador prepara-se também para refazer Nosferatu para o Studio 8, com a jovem atriz Anya Taylor-Joy (The Witch, Split) no elenco.

Enquanto isso, Robert Pattinson será também protagonista de High Life, a ficção cientifica de Clare Denis que remeterá a um futuro próximo onde os condenados serão utilizados como cobaias para experiências espaciais e sexuais. Juliette Binoche, Mia Goth, Andre Benjamin, Lars Eidinger e Jessie Ross fazem também parte do elenco desta obra, a qual chegará aos cinemas ainda este ano.

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