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The Flash perde o seu realizador

Segundo a The Hollywood Reporter, Seth Grahame-Smith abandonou a direção de The Flash, o filme-solo do homónimo super-herói da DC Comics que se encontra agendado para 2018.

A fonte adianta que a saída do realizador derivou de "divergências artísticas" com o estúdio, Warner Bros., e a pressão exercida pelo mesmos nos seus filmes após os dececionantes resultados de Batman V Super-Homem: O Despertar da Justiça.

Depois das notícias da saída de Grahame-Smith do universo DC, surgem rumores de que James Wan, ingressado na direção de Aquaman, poderá também sair da produção devido às iguais causas do seu colega. As mesmas fontes adiantam que o estúdio não está a poupar esforços nas negociações a sua estadia, mas segundo o realizador, o stress obtido nesta produção está a atingir proporções insustentáveis.

Quanto a Seth Grahame-Smith, conhecido como o escritor dos livros Orgulho e Preconceito e Zombies e Abraham Lincoln: O Caçador de Vampiros, ambos já contam com respetivas adaptações cinematográficas, está de momento encarregue da escrita da sequela de Beetlejuice: Os Fantasmas Divertem-se.

«Captain America: Civil War» (Capitão América: Guerra Civil) por Hugo Gomes

  • Publicado em Critica

Capitão América reencontra o seu amigo de infância, agora inimigo da SHIELD e da ordem mundial, Bucky Barnes, num apartamento em Berlim. Neste secreto encontro, Bucky tenta convencer o nosso herói da sua inocência quanto a um tenebroso atentado à Sede das Nações Unidas, cujas provas apontam para o seu envolvimento. Entretanto, surge a notícia de que tal edifício está cercado pela polícia de intervenção alemã e a única forma de ambos escaparem da massa policial é através dela. Bucky garante ao nosso amigo "que não irá matar ninguém". As sequências seguintes são de uma brutalidade avassaladora, o denominado Soldado do Inverno e o Capitão América tentam sair do prédio, golpeando, atirando "borda-fora" e fortemente batendo nos ditos policiais. As imagens são evidentes, são poucos os que conseguem resistir a tais golpes. Toda esta cena vem provar o que não precisa ser provado, estamos perante a um filme inconsequente nos seus atos. Tudo muito bem, o problema é quando se joga com a politica.

A Marvel prometeu uma Guerra Civil, baseada numa homónima série de BD, porém, o resultado é deveras dececionante. Como já referi, neste franchise da Disney o terreno é fertilmente politico, digno do cinema adulto, mas o que consegue é  um ensaio pueril que brinca com as ditas politicas da mesma forma que movimenta figuras de ação. Tudo começa com uma chamada aos tempos da Guerra Fria, que depois dos nazis disfarçados que fora a organização antagónica HYDRA, chegam-nos os fantasmas da União Soviética, com o modelo do Candidato da Manchúria como primeira base.

O anterior Soldado de Inverno continua a fazer das suas, integrado em mais missões terroristas que servem de pano de fundo para uma conspiração  global. Mas o problema não está nos vilões “vermelhos”, mas sim nos próprios Vingadores, cada vez militarizados e convertidos em forças especiais a operar nos locais mais remotos em defensa de um estilo de vida próprio, o qual acreditam piamente. Depois de uma missão que terminou em tragédia em Lagos, Nigéria, vitimando mais de uma dezena de civis, as Nações Unidas engendram um plano, não para destruir a iniciativa dos Vingadores, mas destituir os seus poderes e a liberdade destes, sendo que a única solução é uma interligação à NATO, na qual só operariam caso fossem precisos ou convocados.

É um registo teoricamente interessante seguir este território pantanoso no subgénero de super-heróis.Christopher Nolan conseguiu-o com a sua trilogia protofacista (O Cavaleiro das Trevas) e a última estância da DC Comics (Batman V Superman) sombreia a responsabilidade da imensidão dos poderes num só individuo. Mas a Marvel, ligada à sua Disney, apenas consegue proclamar ideologias fascistas e anárquicas no seu Capitão América, confundindo-as com alusões de liberdade individual e em politicas maniqueístas, e nada de ambiguidades. Guerra Civil vai ao encontro dessas doutrinas e crenças, transformando o Homem de Ferro e os seus “seguidores” a tomarem responsabilidades governamentais, como os verdadeiros vilões da fita. Com “brigas” atrás de “brigas”, o filme acaba por transmitir uma visão de um Mundo e esta “realidade” é estabelecida como a mais correta das verdades.

Conclusão, temos super-heróis politicamente perversos ao serviço de um argumento inconsequente que parece ter sido escrito por uma criança de 5 anos com toda aquela harmonia típica da Disney. Conforme são as nossas ações e posições, acabamos por ser todos “amigos” perante uma causa comum. A moralidade no seu "melhor"!

Mas o pior é que como é um filme de super-heróis bem oleado, ninguém leva a sério estas politiquices jogadas num só norte. Infelizmente, é por estas e por outras que, com a ajuda dos ávidos seguidores de BD, filmes como estes são venerados e aclamados como produtos cinematográficos de requinte, até porque o que interessa é saber quem ganha no confronto Capitão VS Homem de Ferro, e o Homem-Aranha, "enfiado a martelo”, apenas presente para providenciar futuros capítulos (um registo imaturo que só vem a provar para quem são direcionados este tipo de produções) .O restante é simplesmente “peanuts”.

 

O melhor - A "Pantera Negra" poderia ter sido uma personagem e tanto …

O pior - tirando as brincadeiras politicas, a homogeneidade do produto, a saturação deste tipo de produções, ficamos então pelo enfadonho Homem-Aranha, ou diríamos antes, Adolescente-Aranha!

Hugo Gomes

Las Elegidas chega à Netflix

Las Elegidas [ler crítica], o filme sensação de David Pablo, será por fim lançado em território português atravês da Netflix. Esta produção da Canana, que conta ainda com Gael Garcia Bernal e Diego Luna como produtores executivos, integrará o catálogo da plataforma a partir do dia 8 de maio.

O C7nema esteve presente na sua estreia mundial no Festival de Cannes, numa sessão marcada por manifestações variadas por parte do público. Durante o visionamento, os gritos e suspiros tornaram-se lugares comuns, enquanto que o final foi rompido por imensos aplausos por uma sala apinhada para assistir à obra que se encontrava na seçcão Un Certain Regard.

Pablos convida-nos a entrar no submundo da prostituição infantil, um tema polémico e um negócio que tem aumentado estrondosamente nos últimos anos, colocando-se lado a lado com o turismo direcionado para o país. Será coincidência? Las Elegidas despe-se dos lugares-comuns já percorridos e aborda os dois lados do tráfico. Por outras palavras, seguimos a vítima e ao mesmo tempo o opressor.

Em declarações em Cannes, o cineasta explicou que o projeto nasceu inicialmente de uma colaboração com o escritor Jorge Volpi. «Apanhados pelo tempo» tiveram de terminar a colaboração, partindo ele mesmo para a pesquisa a solo «sobre o tráfico de seres humanos para chegar a uma história nova». Segundo ele, nunca houve a «intenção de fazer uma adaptação literal das coisas».

A verdade é que o filme conduz-nos a um poderoso e corajoso retrato social desunido de esperança, mas com uma clara tendência de denúncia em relação mundo, expondo os seus processos operativos e apresentando o perfil das vitimas e como são escolhidas pelos criminosos locais. A ausência de inocência  revolta profundamente.

Para além disso, o realizador soube contornar o choque imediato, induzindo um poderoso efeito de sugestão que enojou profundamente a audiência. O triste é que neste mundo, assim como no trabalho de Pablos, não existem heróis de última hora. Existe sim, a melancolia e a conformação com o infortúnio.

Depois do mediático festival francês, Las Elegidas integrou as programações de outros festivais como o de Melbourne, San Sebastian, Zurique e Belgrado. Foi laureado com 13 Ariels, os prémios da Academia de Cinema Mexicano.

Donald Sutherland, Kristen Dunst e Arnaud Desplechin no júri do Festival de Cannes

Foi anunciado as restantes personalidades que irão compor o júri da Seleção Oficial do próximo Festival Cannes.

No júri, que será presidido pelo realizador George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria), estarão integrados os cineastas Arnaud Desplechin (Três Recordações da minha Juventude) e László Nemes (O Filho de Saul), os atores Donald Sutherland (The Hunger Games), Mads Mikkelsen (da série Hannibal), Vanessa Paradis (Quase Gigolo), Valeria Golino (Per Amor Vostro), Kristen Dunst (Melancolia) e a produtora iraniana Katayoon Shahabi.

A 69ª edição do Festival de Cannes decorrerá entre 11 a 22 de maio. 

 

George Miller © 2012 Warner Bros. Entertainment Inc. U.S., Canada, Bahamas & Bermuda © 2012 Village Roadshow Films (BVI) Limited -All Other Territories // Valeria Golino © DR // Donald Sutherland © RR // Katayoon Shahabi © RR // László Nemes © Bea Kallòs // Vanessa Paradis © Bettina Rheims // Kirsten Dunst © Francois Durand / Getty Images // Mads Mikkelsen © Kenneth Willardt // Arnaud Desplechin © RR

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