Córtex: Entrevista a Luis Costa, realizador da curta metragem «Fontelonga»

(Fotos: Divulgação)

Luís Costa é mais um jovem realizador que o Córtex deu a conhecer. Ainda não tendo completado os 20 anos, é já uma promessa do mundo das curtas. A sua estreia dá-se com o Fontelonga, curta documental presente no Festival, uma das propostas mais interessantes da mostra.

Conseguiu alcançar (juntamente com a curta Teles, do seu amigo José Magro e Primária de Hugo Pedro) o 1º lugar na votação do público. No desempate pelo júri, calhou a Primária levar o prémio.

De onde surgiu a ideia para fazer Fontelonga?

A ideia de fazer este filme era inicialmente para homenagear o meu avô e a sua (e minha) aldeia (Fontelonga). Queria fazer uma coisa mais pessoal, que honrasse a memória do meu avô. No entanto, enquanto fazia a curta, a coisa tornou-se maior, passou a ser uma curta muito mais ampla em termos de mensagem. Quis contar uma história sobre a importância da memória, contá-la na perspetiva de alguém da terra que pudesse falar das recordações e da sua importância. O preto e branco foi a forma de fazer passar essa mensagem. Para além disso, mostrar um pouco do que se tornou a aldeia e fazer a ponte para o resto do país. A mensagem da curta engloba a progressiva desertificação do interior português.

Como tem sido o feedback, até agora?

Até agora todo o feedback tem sido positivo. Tem tido uma boa resposta por parte do público. Já passou por festivais, como o curtas de Vila do Conde. Nas próximas semanas vou levá-lo a um festival de cinema na Alemanha, em Hannover. Por isso, o balanço até agora é bastante positivo. No entanto, a curta ainda é recente, tem apenas um ano.

Como é que tens promovido a tua curta?

Quem tem tratado da promoção e distribuição do filme é a Universidade Católica. No caso do Córtex, enviei a curta para aqui e depois tive a sorte de ser escolhido.

Fontelonga

Para quando uma longa-metragem?

Para já não penso em Longas. Sou muito novo, quero ganhar experiência e depois logo parto para as longas. Sem falar que sem dinheiro é mais complicado.

Qual é o género onde te revês mais? Ficção ou documentário?

Eu nunca fiz nenhuma ficção, por isso tenho dificuldade em dizer qual será o meu género preferido. No entanto, a próxima curta será uma ficção. Tenho muitas expetativas, mas ainda não posso revelar nada.

Ultimamente, há alguma coisa ou alguém que te ande a chamar a atenção, no panorama cinematográfico?

Ultimamente, tenho andado obcecado com o trabalho de Sergey Loznitsa. O In the Fog e o My Joy, foram das melhores obras que tenho visto nos últimos tempos. Absolutamente brilhantes.

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