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«Alad'2» (Alad'Quê?) por Jorge Pereira

 

Mais do mesmo e às vezes mesmo pior que o seu antecessor, Alad'Quê? sobrevive de sketchs que esporadicamente se soltam num filme infantil e entediante

Kev Adams regressa mais uma vez ao papel de Aladino nesta sequela de As Novas Aventuras de Aladino (2015) que estourou recordes nas bilheteiras em França. A gímnica narrativa é semelhante à do primeiro filme. Se na primeira fita tínhamos Sam (Adams) - vestido de pai natal - a contar a um grupo de crianças a história do príncipe dos Ladrões baseando-se na sua vida deprimente, neste segundo tomo o mesmo conta uma nova história a bordo de um avião que o leva para Marrocos, onde quer impedir que a sua parceira, Sofia, não case com um outro pretendente, Marco (Jamel Debbouze).

A franquia Alad é uma construção de papelão que vive das gags imediatas e dos comediantes e secundários que apresenta num estilo de tiradas anacrónicas. O problema nisto tudo é que Adams entrega mais do mesmo, Debbouze esforça-se mas não consegue surpreender como o ditador Shah Zaman e Vanessa Guia é apenas e só uma desculpa romântica meia despida o filme todo para adolescente se babar (na verdade, todas as mulheres do filme são objetos sexuais ou servem para piadas de procriação) .

Munido de graçolas atrás de graçolas genericamente pouco eficazes na tentativa de dar contemporaneidade ao conto original (selfies, wi-fi, bateria do tapete voador gasta), Alad'Quê? nunca consegue mostrar grande coerência narrativa para além do ser um filme de sketches e recortes colados a cuspo - alguns anacronismos que provocam alguns convidados surpresa, como Gérard Depardieu a regressar as tempos de 1492, são o melhor que o filme oferece.

A isto acresce um estranho e horrível CGI (mas estamos nos primórdios da tecnologia?) que calibra ainda mais o filme para a sensação de terrível frustração, onde os limites da paciência se esgotam com o prolongamento de piadas até mais não (como aquela dos sósias do nosso ditador). A evitar...


Jorge Pereira



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