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«Mean Dreams» (Sonhos Perdidos) por Jorge Pereira

Nathan Morlando, tal como no seu anterior filme, Citizen Gangster (aka Edwin Boyd), regressa ao território dos fora da lei à procura de uma nova vida, mas se no primeiro caso estavamos perante a história real de um veterano da segunda guerra mundial, com sonhos em Hollywood, que se transforma no assaltante de bancos mais famoso do Canadá, em Mean Dreams (Sonhos Perdidos) acompanhamos um par de adolescentes - Casey (Sophie Nelisse) e Jonas (Josh Wiggins) – que com um milhão de dólares na bagagem fogem do progenitor corrupto e abusivo da rapariga.

Sim, há ecos de Noivos Sangrentos (Badlands) de Terrence Malick por aqui, bem como uma atmosfera e geografia do interior profundo dos Despojos de Inverno (Winter's Bone) de Debra Granik, mas Morlando dá uma maior ingenuídade aos seus jovens, pressionados por uma paixão, um meio e por uma vida da qual querem fugir e que parece restringir tudo e todos localmente em serem ovelhas ou lobos (nenhum adulto deste filme parece ser confiável ou feliz com a vida que leva).

As boas intenções do realizador chocam, porém, no último terço, onde só Colm Feore abana um pouco as coisas quando a perseguição ao casal em fuga parece ter terminado. É pena a falta de incisão e o tom morno com que estes "sonhos perdidos" desaguam, isto embora os primeiros dois terços da película terem mostrado algum cinema e definiticamente apresentado um duo empatico a liderar os eventos.

Se o filme funciona é por causa de Nelisse e Wiggings, o grande motor da história, embora o falecido Bill Paxton no papel do grande vilão seja um regalo para os nossos olhos e um bom encerramento para uma uma carreira que terminou cedo demais.


Jorge Pereira



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