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«Veloce come il vento» por Jorge Pereira

Depois de Un gioco da ragazze (2008) e Gli sfiorati (2011), Matteo Rovere volta ao tema da juventude e tal como nos filmes anteriores – onde pairavam temas como a anorexia e o incesto – o cineasta volta a escolher um tema sensível, na forma da toxicodependência.

Parcialmente inspirado na vida do piloto italiano Carlo Capone, que depois da fama caiu em desgraça e na dependência, treinando mais tarde outros a brilhar no desporto automóvel, no filme seguimos Giulia (Matilda De Angelis), uma jovem piloto que após a morte do pai vai ter de voltar a viver com o seu irmão Loris (Stefano Accorsi), um ex-piloto dependente das drogas.

Se por um lado é uma obra de ação automobilista (Rovere faz lembrar Tony Scott e o seu Dias de Tempestade no estilo), por outro é uma obra de superação (ao estilo Rocky, do "underdog" que tem de triunfar) e ainda um drama familiar de reaproximação entre irmãos que se desconhecem e onde a toxicodependencia é uma barreira óbvia.

Sem nunca cair no deslumbramento estilistico quando lida com as corridas (mesmo nas que fazem lembrar Velocidade Furiosa), nem no melodramatismo exagerado na sua vertente drama, Veloce come il vento acaba por desenvolver com o ritmo adequado as personagens, dando-lhes espessura, isto enquanto entrega um filme de ação razoável com um nítido travo ao cinema idenpendente norte-americano nas relações familiares e um crowd pleaser para as massas no seu final a dois tempos.

Uma nota para a prestação de Accorsi no papel de um auto-destrutivo Loris, que encontra nos irmãos mais novos uma nova força para viver e dar sentido a uma vida que o próprio tem a noção de ser inóqua.

O Melhor: Accorsi, o nosso eterno Salgueiro Maia em Capitães de Abril
O Pior: Muito previsível nos momentos chave


Jorge Pereira

 



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