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«Demain Tout Commence» (Dois é uma Família) por Jorge Pereira

 

Samuel (Omar Sy) vive uma vida de Playboy com poucas responsabilidades à beira-mar no sul de França. Quando uma das suas conquistas do passado aparece com um bebé de poucos meses, Samuel é confrontado com a paternalidade de uma menina, Gloria. Sem dar por ela, a mãe da criança foge, deixando Sam com novas responsabilidades. Mas este homem não está preparado para mudar de vida e quer devolver a pequena Glória à mãe, partindo para Londres, onde inicia uma nova vida como duplo de cinema.

Frequentemente questionamos a necessidade/razão por trás do cinema americano fazer remakes de sucessos europeus e asiáticos que passaram há muito pouco tempo pelas salas. Um bom exemplo disso é Amigos Improváveis, a comédia dramática sensação de 2012 que neste momento está a ser refilmada nos EUA.

Com este Demain Tout Commence (nome que o realizador foi buscar a uma frase que a sua avó usava), o caso não é diferente. Remake direto do sucesso mexicano de 2013, No se aceptan devoluciones, esta fita protagonizada por Omar Sy não apresenta nada de novo em relação ao original e até nos remete de forma nostálgica a comédias familiares clássicas, como Três Homens e um Bebé, ou o original, Três Homens e um Berço.

Repleto de clichés sobre os homossexuais, sobre a parentalidade, sobre a industria do cinema, sobre os franceses e os ingleses, Demain Tou Commence sofre ainda do esquematismo das interpretações (Omar Sy a fazer de Omar Sy), da inverosimilhança de diversas situações, acabando no último terço por socumbir no mais meloso dos finais, a exigir de nós a lágrima fácil. Perfeitamente dispensável...


Jorge Pereira



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