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«Django» (As Melodias de Django) por Roni Nunes

"Django" debruça-se sobre um ano da vida de um ícone do jazz francês, Django Reinhardt (vivido por Reda Kateb). De origem cigana, o músico foi das mais populares figuras da cultura parisiense quando, no ano de 1943, a situação do seu povo na França ocupada pelos nazis complica-se.

O filme mostra a França ocupada, o colaboracionismo sulista, as teorias da superioridade racial muito "científicas" dos nazis e a perseguição aos ciganos. Por outras palavras, temas já muito percorridos: quando se concentra nas tragédias da 2ª Guerra Mundial, Django perde muito ao não conseguir passar um enfoque já não visto muitas vezes.

Apesar dos cuidados de Kateb, numa obra que cai toda em cima dos seus ombros, o protagonista é algo prejudicado pela contenção - que, se evita estereótipos fáceis, também impede a vivacidade necessária para um verdadeiro espírito libertário.

A obra ganha, no entanto, com a música contagiante (no mundo real executado pelo Rosenberg Trio) - especialmente quando ela serve de artifício narrativo (numa sequência de suspense) e quando é a grande estrela de um final inspirado, que contrapõe salvação pessoal com tragédia coletiva.

O melhor: a música, em todos os seus aspetos

O pior: quando se debruça sobre território muitas vezes percorrido

Roni Nunes


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