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«Snowtime» (Está a Nevar!) por João Miranda

Nas férias escolares, um grupo de amigos resolve fazer uma enorme batalha na neve. Originando uma fratura entre amigos, este jogo rapidamente escala numa guerra que se prolonga durante dias. A chegada de duas miúdas novas à aldeia não vai facilitar as tensões que se sentem entre amigos. É esta a premissa de Está a Nevar!, um filme canadiano com contornos pacifistas que explora a infância.

Com uma animação sem pretensões e o grande desafio de representar neve e a mentalidade das crianças, o filme surpreende pela forma com que consegue ter sucesso em todos estes pontos, fazendo-o de forma subtil e funcional, criando espaço para que todos estes elementos se desenvolvam de forma natural, sem artificialidade e sem se sobreporem uns aos outros.

Infelizmente o final, com a sua mensagem pacifista bem-intencionada, acaba por ser o seu maior problema. Há vários exemplos ao longo de toda a História do cinema (e das narrativas em geral) em que decisões menos pensadas são tomadas e criam-se personagens ou situações para que as personagens principais possam crescer à custa delas. O exemplo mais comum é o da Manic Pixie Dream Girl, uma personagem sem profundidade e caracterizada apenas pelas suas peculiaridades cujo único objectivo é a mudança de quem se apaixona por ela. Há, neste filme, uma dessas decisões muito mal pensadas cujas consequências reais são ignoradas, que existe meramente para que as personagens principais percebam o absurdo da guerra e façam as pazes. Perfeitamente desnecessário, deixa um amargo na boca no que era um filme com alguma piada.

O Melhor: A animação.
O Pior: O final bem intencionado. mas estúpido, inconsequente e desnecessário.


João Miranda



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