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«Midnight Special» por Roni Nunes

 

Depois de dois filmes de culto (Procurem Abrigo, Mud), Jeff Nichols chegou à competição da Berlinale com uma fita de certa forma esquizofrénica – escolhida entre tantos outros americanos que poderiam lá estar. Talvez pelo nome de Nichols conceder um estatuto adicional ao filme de género que, por norma, não circula pelos tapetes vermelhos da Berlinale.

O objetivo mais óbvio do realizador é fazer um filme de sci-fi. Mas essa é, em função de certos elementos selecionados, carregada de riscos. A história gira em torno de Roy (Michael Shannon), um pai em fuga permanente com o filho (Jaeden Lieberher) e um amigo Lucas (Joel Edgerton). Eles são perseguidos por uma sinistra organização religiosa e pelo FBI. Motivo: o menino tem poderes para aceder e manipular máquinas eletrónicas /informáticas– incluindo os dados do organismo policial.

O cômputo final não é convincente, mesmo com a banda sonora emocional e o óbvio apelo que uma separação familiar dramática impõe. O problema é o lado "extraterrestre" da história, com um notório e desnecessário trilhar por caminhos problemáticos, como a forma como o menino manifesta a sua excecionalidade. Os personagens também são parcas: Kirsten Dunst não tem muito a fazer e mesmo Michael Shannon fica-se pelo "pai-em-fuga-para-proteger-o-filho". Curiosamente é o elemento à parte do grupo familiar, Edgerton, quem parece ter um background suficientemente sólido para ser lembrado após a projeção.

Assim, o fascínio pelas extraterrestres e pelas aventuras infantis à Spielberg ficam-se por um resultado desconjuntado.

O melhor: o drama familiar, sempre emocional
O pior: o elemento sci-fi, pouco convincente


Roni Nunes



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