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«Spring» por André Gonçalves

Alerta OVNI! Em que prateleira colocar este fabuloso Spring, de facto?

Spring é um trabalho híbrido (realizado a dois), que por sua vez é também em si um híbrido de duas espécies aparentemente impossíveis de cruzar: a comédia romântica e o cinema de terror. Já houve precedentes, é certo, mas nada que prepare o espectador mais experiente para o choque de ver uma obra tão original e provocante feita de peças de puzzle díspares do passado mais ou menos recente (eu lembro-me rapidamente de dois filmes de 1995: Before Sunrise de Linklater e Espécie Mortal de Roger Donaldson).

Escusado seria dizer que é uma obra imprópria para mentes que gostem do seu prato com as porções de carne e hidratos bem separados. Os realizadores Justin Benson e Aaron Moorhead sentem um prazer diabólico a trocar-nos as voltas e pregar-nos sustos quando esperamos momentos mais carinhosos e vice-versa.

Tudo isto poderia desabar ainda assim se não fosse o trabalho dedicado 100% à causa dos atores Lou Taylor Pucci e Nadia Hilker, interpretando a misteriosa mulher que seduz e leva o protagonismo a uma viagem inesquecível pela costa italiana.

Dizer mais do que isto é, como diz o "cliché", estragar a diversão. Chega por isso de escrever frases comuns e dar aqui uma classificação provisória.

O melhor: A eficiência enquanto filme-Frankenstein.
O pior: Não haver mais obras assim tão ousadas.


André Gonçalves



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