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«Smetto quando voglio» (Paro Quando Quiser – Génios à Rasca) por Roni Nunes

O "páro quando quiser" do título refere-se às drogas, que passam a ser o centro da ação quando um grupo de investigadores universitários afligidos pela falta de trabalho resolve vender nas discotecas um estupefaciente inventado por um deles, Bartolomeo (Libero De Rienzo). Ele aproveita uma falha na legislação e os seus vastos conhecimentos de química para criar uma droga perfeita, reunindo os seus colegas para formar um gangue.

Para contar essa história, o realizador Sydney Sibilia, na sua primeira longa-metragem, carregou o visual do seu filme de cores fortes, edição acelerada, momentos cómicos e uma panóplia de imitações e referências a Hollywood – desde a montagem rápida, a aceleração de imagens e o slow motion – para além de recursos facilmente encontráveis em heist movies e em obras de cineastas como Guy Ritchie e o incontornável Quentin Tarantino.

Smetto quando Voglio parte de um pano de fundo social perfeitamente credível – somando-se a mais um exemplar que revela uma Itália convulsa de forma cinematograficamente atraente. Sempre divertido, traz uma crítica inequívoca a um contexto onde os grandes cientistas, em função dos cortes para pesquisas, são obrigados a trabalhar como empregados de mesa, nas bombas de gasolina ou a viver de expedientes mais ou menos ilegais.

Não deixa de ser notável como o vigoroso cinema italiano dos últimos anos consegue ser extremamente crítico, inteligente e, quando se propõe a ser cómico, efetivamente engraçado. Alguns lugares-comuns e umas piadas infelizes não arranham o resultado final. Um exemplo que bem podia ser seguido por estes lados quando voltar a existir cinema português.

O Melhor: cómico e crítico ao mesmo tempo
O Pior: alguns lugares-comuns e umas piadas infelizes


Roni Nunes



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