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«The Heat» (Armadas e Perigosas) por Carla Calheiros

Após o sucesso de A Melhor Despedida de Solteira, o realizador Paul Feig volta a centrar-se no universo feminino para o seu novo trabalho. Desta vez o filme pega na história "cliché" dos polícias com feitios opostos, que acabam por lutar juntos contra um inimigo comum. Neste caso falamos da agente Ashburn (Sandra Bullock) do FBI, uma agente muito certinha e pouco querida entre os colegas. Numa investigação de narcotráfico, o seu caminho acaba por ser cruzar com a detetive Mullins (Melissa McCarthy), uma agente de polícia pouco convencional nos seus métodos e que podemos considerar a sua antítese.

É na química entre as duas atrizes que se fundamenta todo o filme. Aliás, Bullock volta em forma aos tempos dos papéis cómicos, com uma interpretação mais regrada e que contrabalança na perfeição com o exagero e desbocamento de Melissa McCarthy, o que é de todo a sua imagem de marca. Bullock precisava de um sucesso de bilheteira claro, após alguns anos menos positivos no box-office e ninguém melhor do que a atual estrela das bilheteiras para apadrinhar o seu regresso em força. Se pensarmos bem, McCarthy conseguiu algo difícil de suplantar em 2013: três filmes acima dos 100 milhões de dólares em receitas: A Ressaca 3, Vigarista à Vista e, claro, este Armadas e Perigosas.

No entanto, embora seja um dos valores seguros das bilheteiras atuais, a verdade é que a atriz tem vindo a interpretar sempre personagens do mesmo género, o que corre o risco de saturar o público. Aliás, McCarthy é mais eficaz em doses moderadas, conseguindo desempenhos muito mais hilariantes em personagens mais secundários como os recentes Aguenta-te aos 40 e A Ressaca 3, do que nos filmes em que tem mais tempo de exposição de ecrã, como por exemplo este, ou o recente Vigarista à Vista.

Sobre a história pouco há a dizer. Não estamos perante Miss Detetive 3, mas a verdade é que o argumento não consegue fugir aos diversos clichés deste género de filmes, com humor direto e simples, a espaços eficaz, mas sempre apostando na atrapalhação de Ashburn, e no desbocamento de Mullins como suporte de tudo, e nunca indo muito além disso.

No todo, o filme acaba por não desiludir quem o procurar para hora e meia de entretenimento e algumas risadas. É certo que a fórmula é batida, segura, mas acaba por ser a interação das atrizes a tornar a experiência mais agradável ao espectador. Sem surpresas, já foi anunciada a sequela. Bullock e McCarthy têm realmente uma boa química, mas seria bom ver uma comédia deste género com uma sacudidela na fórmula.

O melhor: Bullock e McCarthy
O pior: Não se afasta um milímetro do cliché


Carla Calheiros



2 Comentários

  • Barnabé
    Barnabé 06-09-2013 Ligação de comentário

    Deve ter sido mesmo em 2010..lol.. ano em que não fez filmes. O ultimo sucesso dela foi a Proposta, de 2009. Teve tb sucesso naquela xaropada americana Um Sonho Possível (e só la teve sucesso, interncionalmente fez quase 0). O Extremamente Alto, Incrivelmente Perto, Grandemente fiasco foi um flopzito e foi o ultimo filme dela em 2011.De resto discordo com a critica. O filme é simplesmente fraco como se esperava destas duas saloias

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  • Nuno

    Não percebi? Fraco sucesso de bilheteira da Bullock nos últimos anos? LOL onde? Em 2010 foi considerada a atriz mais rentável. Foi a primeira atriz a solo a conseguir 200 milhoes no box office dos USA. Fraco sucesso de bilheteiras?

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