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«A Vingança de uma Mulher» por Jorge Pereira

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Adaptado ao cinema a partir de um conto homónimo de Barbey D'Aurevilly, esta história sobre vingança de uma mulher assinada por Rita Azevedo Gomes segue a história da duquesa de Sierra-Leone que após o seu marido assassinar o seu amante (com requintes de malvadez), parte para uma vingança que lhe consome o espírito, viajando pela Europa prostituindo-se, para que saiba que o marido «casou com uma puta».

Construído de forma extremamente teatral e com um piscar de olhos a outras artes (bailado, pintura), «A Vingança de uma Mulher» acaba por sucumbir na sua vertente cinema (e de filme) pela forma rígida e impermeável com que se rege, tornando tudo absolutamente artificial, plástico e – muitas vezes -  extremamente entediante. A tudo isto salvaguarda-se o trabalho dos atores, em especial de Rita Durão (ela que em tantos filmes de João César Monteiro participou) – que sob um comando de diretrizes «manoelinas» levam o espectador a suportar um pouco mais um enredo fulminante, com diálogos e monólogos muitas vezes poderosos, mas sem qualquer garra e sufocados por uma mise en scène impecavelmente rígida que funciona mais contra o filme do que com ele.

Por isso, «A Vingança de uma Mulher» acaba por ser uma obra mais interessante na concepção e na sua estrutura orgânica do que no seu resultado no grande ecrã. É uma vítima da forma, não do conteúdo. Uma pena…

O Melhor: Rita Durão
O Pior: a mise en scéne intransponível e o jeito teatral afasta mais público do que atrai…
 

 
 Jorge Pereira
 



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