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«Nothing But The Truth» (A Verdade e Só a Verdade) por João Miranda



Baseado na história verdadeira de Judith Miller e Valerie Plame, este filme conta a história de uma jornalista que o governo dos Estados Unidos tenta forçar a revelar as suas fontes, após a denúncia de um operativo da CIA. Ainda que se tenham perdido as complexidades da história original no processo de adaptação, o filme consegue explorar com sucesso alguns dos elementos mais importantes e consegue também, usando um pouco demais o discurso hollywoodesco, levantar algumas questões importantes sobre o jornalismo e sobre qual o poder que o estado deve poder exercer sobre essa profissão.
 
Kate Beckinsale mostra aqui que merece papéis mais importantes do que os Underworld ou Van Helsing que tem feito, mantendo uma grande coerência e força no papel desempenhado. Acompanhada por Vera Farmiga, Angela Basset e Alan Alda, a única representação mais fraca é a de Matt Dillon que demonstra uma versatilidade digna de Keanu Reeves.
 
Com uma imagem e sons cuidados, este é um filme com uma trama política que é mais relevante ao contexto dos Estados Unidos e, como tal, deve passar relativamente despercebido por cá. É um filme exemplar sobre integridade jornalística e pessoal, mas que não se aplica à nossa realidade, talvez essa a sua grande falha. Plame, a espia da CIA denunciada, escreveu entretanto um livro sobre a sua vida, Fair Game, que está a ser adaptado ao cinema e onde Naomi Watts desempenhará o seu papel, com data prevista de estreia para 2010.
 
O Melhor: As representações e a imagem.
O Pior: Matt Dillon.

Hugo Gomes

 

 


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