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A caça a uma pessoa perdida ganha novo fôlego em «Search Party»

Um retrato tragicómico de um determinado grupo social nova-ioquino, a ascensão do fenómeno das redes sociais, uma análise mordaz às relações entre os jovens do século XXI, em especial a ligação com eles próprios, a dificuldade da empatia num mundo tecnologicamente mais próximo mas emocionalmente tão distante e vazio, adultos presos numa adolescência, um retrato das novas gerações ocidentais.

O mote da série é a procura conduzida por Dory (Alia Shawkat, actiz indie em ascensão) a uma ex-colega (não muito popular). Uma procura que rapidamente se revela uma busca a si própria, funcionando a sua personagem como aglutinadora de um conjunto de personagens que supreendentemente são mais profundas que aquilo que se poderia admitir.

Personagens como Portia, uma beta típica do upper east side aspirante a actriz (“Eu intrepreto uma latina, por isso mexo muito com as mãos, … sou etnicamente ambígua”, numa cena memorável), ou Elliott Goss, um narcísico, com sérias necessidades de atenção, mentiroso compulsivo que promove eventos de caridade absurdos como o envio de garrafas de plástico para África. 

A série foi criada e escrita por Sarah-Violet Bliss, Charles Rogers e Michael Showalter; os dois primeiros co-realizaram e escreveram o fantástico Fort Tilden de 2014, filme que infelizmente não teve estreia comercial por cá. 

Recomendada a fãs de Todd Solondz e Ghost World, e para quem ache Stranger Things sobrevalorizado.

Juntem-se então à procura de Chantal Witherbottom (literalmente Chantal Rabo Murcho). 



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