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Pinar Toprak será compositora de «Captain Marvel»

Pinar Toprak será a compositora musical do filme-a-solo de Captain Marvel, tornando-se assim na primeira mulher responsável de uma banda sonora no Universo Cinematográfico da Marvel. Contudo, esta não será a sua primeira vez a contribuir musicalmente no subgénero de super-heróis, Pinar Tropak trabalhou ao lado de Danny Elfman em Justice League, assim como é responsável pela banda sonora da série Krypton, a prequela televisa de Super-Homem.

Recordamos que Captain Marvel será protagonizado pela galardoada atriz Brie Larson (Room, Kong: Skull Island), e dirigido pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck, que estiveram por detrás de obras como Half Nelson e Mississipi Grind (A Febre do Mississípi). Jude Law, Ben Mendelsohn, Gemma Chan, Lee Pace, Samuel L. Jackson, Djimon Hounsou, Clark Gregg e Annette Bening completam o elenco.

Com um argumento da autoria de Meg LeFauve (Inside Out) e Nicole Perlman (Guardians of the Galaxy), o filme seguirá uma piloto da Força Aérea, Carol Danvers, que adquire dotes sobre-humanos após o contacto com tecnologia alienígena. Decidida a combater o crime e defender o seu planeta, ela torna-se a Captain Marvel.

Vale a pena salientar que Captain Marvel, criado em 1967, era inicialmente um personagem masculino, uma resposta da editora ao rival Super-Homem da DC Comics, visto que ambos eram alienígena a tentarem adaptar ao planeta Terra. Carol Danvers, que fez a sua estreia em 1968, era descrita como o interesse amoroso do herói, mas as ideia do criador era de a converter numa super-heroína, visto que existia uma escassez nessa temática.

No inicio dos anos 70, estava agendado a primeira aventura a solo da personagem, o que não aconteceu em consequência dos executivos que acreditavam que a fabricação de super-heroínas era dispendioso e pouco rentável. Mas no final da década, Carol Danvers conseguiu a sua pessoal jornada heroica sob o título de Ms. Marvel, integrou também as equipas sobre-humanas, The Avengers: Os Vingadores e X:Men. Em 1982, o original Captain Marvel morre e Mrs. Marvel assume o seu legado.

O filme tem estreia para março de 2019.

 
 

«Mobile Homes» por Hugo Gomes

  • Publicado em Critica

Seguindo rasto na historieta de “mães-monstros” e do chamado white trash norte-americano, o parisiense Vladimir de Fontenay avança com um filme frio sobre afetos como inconfidência naquela que é a sua segunda longa-metragem.

Com personagens encurraladas na sua marginalidade, instáveis como as casas “transportadas” de um lado para o outro o qual servem de temática, o realizador explora a superfície de um mundo ilícito, forçado a existir perante a precaridade, ou até à sedução de tais ecossistemas. Trata-se de um exemplo curioso, mas batido enquanto retrato social. A juntar a isso, o facto de Mobile Homes exibir uma derivação no que requer a alcançar uma especifica voz estética. Aliás, muito destes novos nomes emergentes do cinema tendem em abdicar do estilo para enquadrarem-se na linguagem visual dos tempos que o acolhera, ou seja, a televisão pró-espetáculo, e o austero possível da violência frontal do handycam. E é pena que essa “voz” à espera de ser encontrada seja um obstáculo para que Fontenay permitisse o filme fluir como um exercício acima do panorama visto em hoje em dia.

Contudo, esta história de nómadas que sobrevivem através de “migalhas” e “cacos”, os fura-vidas de uma América que parece não os suportar, é em jeito siderúrgico, um frio aço que se vai vergando pelo contrastado calor de um sentimento depositado. Esse, um sentimento maternal, inicialmente repudiado em mais um conto suis generis (assim dava a entender), leva-nos a uma derradeira redenção. Fontenay evidencia de um cuidadoso sistema de calculo emocional, submetendo estas suas personagens em graduais desenvolvimentos do foro afetivo. Obviamente, que estes seus peões funcionam graças à exatidão dos atores, nomeadamente Imogen Poots, sujeitando-se ao perfil de “farrapo” humano, e o ascendente Callum Turner (num papel pensado para o falecido Anton Yelchin). Pois, Fontenay pôde certamente contar à vontade com os seus interpretantes.

Mobile Homes é uma espécie de “castelo andante”, encantado pelo seu próprio desencanto, deslumbrado pela energia que o faz mover perante terrenos vários e ao mesmo tempo desengonçado e a um passo da ruína total graças ao “ruidosa” dessincronização. Faltou a Fontenay a afirmação de alguém que deseja ser uma voz, e não um exemplo de um cinema geracional.

Hugo Gomes

Kornél Mundruczó: «A Hungria tem uma relação bastante retrógrada com a situação dos refugiados.»

Aryan Dashni (Zsombor Jéger) poderia ser um dos muitos sírios que arrisca atravessar a fronteira diariamente com objetivo atingir a sua “lua”, a Europa. Porém, ele não é somente um “sírio”, mas sim detentor de um especial dom – o de levitar.

Kornél Mundruczó, cineasta e dramaturgo húngaro, tem querido nos seus últimos trabalhos, quer no cinema, quer no teatro, transformar a atualidade em “contos de fadas” modernos e esta prolongada metáfora político-social é um dos exemplos do seu método cirúrgico de fabulizar.

O C7nema teve o privilegio de falar com o autor sobre o seu mais recente filme, Jupiter’s Moon (A Lua de Júpiter), que competiu pela Palma de Ouro em Cannes (2016), sobre a condição de ser Europeu e ainda sobre o teatro e o seu futuro empenho.

 

O tema deste A Lua de Júpiter toca-nos muito mais sendo nós europeu. Porém, tendo em conta a atípica abordagem desta temática, a sua visão leva-nos a crer que os Europeus são uns hipócritas conformistas?

Nós somos. Embora mais importante do que ser hipócrita é a desumanização da nossa sociedade como um efeito causado, não apenas, mas também por essa mesma hipocrisia.

Tal como o seu anterior filme [Deus Branco], a A Lua de Júpiter possui um elemento fantástico que, por sua vez, é inserido através de uma prioritária credibilidade. É importante acima de tudo criar este conceito de “credibilidade” no espectador?

O filme toca com a fé do espectador. Acreditas no que vês ou não? Tens um tipo de super-herói que provoca a sua fé num mundo renegado. E quando digo renegado, não penso apenas em termos de religião, mas em algo mais geral, por exemplo, acreditando em si mesmo ou para se posicionar num assunto em que se acredita. Isso é algo que infelizmente perdemos. Perdemos os nossos problemas comuns para representar. É disso que o meu filme deseja falar.

 

Fiquei deslumbrado com as sequências de levitação. Recordo-me de uma determinada cena onde o poder da personagem de Aryan Dashni é evocado no interior de um apartamento, manifestando-se todo o espaço em prol deste. Como foi possível executar tal cena?

Precisávamos de muito trabalho e ainda mais criatividade para tornar a levitação credível, dando uma experiência real, uma jornada emocional para os espectadores. Para isso era necessária precisão técnica. As sequências de levitação são momentos transcendentes, que não são fáceis de criar num filme. Por outro lado, estamos a concretizar filmes exatamente para esses momentos, para tornar o invisível visível.

 

Acerca da sua peça 'Imitation of Life'. O que levou à sua criação?

Em maio de 2005, em Budapeste, um menino cigano foi atacado com uma espada num autocarro. Houve um grande alvoroço nos médias e consequentemente manifestações contra o racismo. Do que se descobriu, o atacante era membro de um grupo de extrema direita e curiosamente também era cigano. Este caso foi uma das principais inspirações para a minha ‘Imitação da Vida’, que criei graças a minha companhia independente húngara, a Proton Theatre.


Imitation of Life

Qual a importância da sua experiência de teatro na sua carreira cinematográfica?

Para dizer a verdade, nenhuma. São dois géneros independentes e seria um erro querer fazer teatro como cinema ou cinema como teatro. Isso é algo que não funciona. O meu objetivo em ambos os géneros é simplesmente contar uma história, a minha história, já que ambos servem para isso mesmo, contar uma historia e eu vejo-me como um contador de histórias.

 

De volta ao pano de fundo de A Lua de Júpiter. Como vê a Hungria hoje? E a sua relação com a crise dos refugiados?

A Hungria tem uma relação bastante retrógrada com a situação dos refugiados. É usado para aterrorizar as pessoas, mesmo sendo uma reunião de culturas. Construir uma ponte entre culturas exige muito trabalho, por outro lado, é fácil. Hoje em dia nós destruímos-mos tão facilmente, como se não soubéssemos quanto de energia e tempo custa para construir. E isso não é só em relação à crise dos refugiados, é também no sentido generalizado, por exemplo, em relação à cultura.

 

Como cineasta, qual é o seu papel em termos políticos? O cinema pode ser político?

Como cineasta, mas também como dramaturgo, acredito que não tenho nenhum papel em termos políticos. Na minha opinião, o cinema não deveria ser político, pois simplesmente não é essa a sua missão.

Quanto a novos projetos?

O próximo projeto com a Proton Theatre é uma instalação para o oratório The Raft of the Medusa, de Hans Werner Henze. Tem estreia na Ruhrtriennale 2018. O trabalho de Henze foi inspirado na mundialmente famosa pintura de Théodore Gericault, de 1819. A peça sobre a catástrofe da fragata Medusa, encalhada num banco de areia, será criada como uma estrutura de colaboração com a Bochumer Symphoniker, a ChorWerk Ruhr e a Zürcher Sing-Akademie, conduzida por Steven Sloane.

Primeiras imagens de «Wonder Woman 2»

Foi revelado as primeiras imagens da sequela de Wonder Woman (A Mulher Maravilha), novamente sob a direção de Patty Jenkins. Esta continuação das aventuras da heroína da DC Comics decorrerá na década de 80.

Nelas é possível confirmar o regresso de Chris Pine ao elenco, o que desconhece é se este será um inesperado retorno da anterior personagem Steve Trevor ou, como tem sido teorizado, um possível descendente.

Recordamos que Kristen Wiig será a vilã, Cheetah, uma mulher-leopardo que tem como principais habilidades, força sobre-humana e extrema agilidade. A personagem é hoje tida como a grande arqui-inimiga de Diane Prince, aqui novamente interpretada por Gal Gadot.

O filme tem estreia prevista para novembro de 2019.

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