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Estudo diz que classificações do Rotten Tomatoes não têm impacto no box-office

"As classificações do Rotten Tomatoes nunca desempenharam um papel muito importante no desempenho das bilheteiras, quer positivamente quer negativamente". Esta é uma das conclusões que um estudo executado por Yves Berquist, diretor do Data & Analytics Project no Entertainment Technology Center na Universidade do Sul da Califórnia, EUA.

Foi o próprio que publicou os resultados, contrariando assim uma ideia generalizada e alicerçada este ano em Hollywood que o agregador de críticas estava a contribuir para afastar o público dos blockbusters. Para chegar a essa conclusão, Berquist analisou os resultados do box-office desde 2000 e tentou correlacionar estes com as classificações dadas pela crítica e pelas audiências. Os resultados não mostram uma grande correlação entre notas negativas e desempenho nas bilheteiras, sendo ainda mais explicita essa tendência quando falamos do fim de semana de abertura dos filmes.

Mais, Berquist descobriu que os críticos deram em 2017 maior pontuação aos filmes que arrecadaram mais de 300 milhões de dólares em todo o mundo: a média de um filme nessas circunstâncias no Rotten Tomatoes Score atingiu os 77,5 em 2017, vários pontos acima do máximo anterior, 73 em 2013.

Já quanto à questão dos críticos estarem em desacordo com as audiências, o estudo também demonstra que tal não acontece: «Não há praticamente nenhuma diferença entre as pontuações dos críticos e as pontuações do público, e quanto maior sucesso tem o filme na bilheteria, menor é essa diferença. (...) Isso torna muito difícil isolar o impacto real dos resultados do Rotten Tomatoes no desempenho das bilheteiras: quando os executivos de Hollywood se queixam dos resultados dos Rotten Tomatoes, eles na verdade queixam-se dos gostos do público, porque é quase a mesma coisa.», conclui.

Recorde-se que as críticas ao Rotten Tomatoes acentuaram-se principalmente com os fracassos este verão de obras como Baywatch, Rei Artur: A Lenda da Espada e Emoji: o Filme.

No final de maio, o site Deadline, sempre bem colocado na esfera de Hollywood, afirmava que os estúdios estavam a culpar o Rotten Tomatoes (RT) pelos resultados abaixo do esperado para estes "filmes pipoca", e um artigo recente no New York Times mostra vários exemplos dessa ideia que Hollywood parece querer acreditar e vender.

Em nota de curiosidade, vale a pena lembrar que o Rotten Tomatoes pertence a empresas com ligações ao cinema. A Fandango, parte da NBCUniversal, que também possui a Universal Pictures, tem uma participação de 75%, com o restante a fazer parte da Warner Bros. 

 



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