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Clássicos franceses em cópias restauradas no Espaço Nimas

  • Publicado em Eventos

Arranca hoje a mostra Cinema Francês - Os Grandes Mestres 1930-1960, um extenso ciclo organizado pela Leopardo Filmes que levará o espectador a conhecer ou a revisitar alguns dos maiores filmes da cinematografia francesa fora os já canónicos Nouvelle Vague.

A iniciativa apresentará no seu total 16 obras-primas, entre os quais alguns inéditos nos cinemas portugueses. Todos eles em cópias restauradas e digitalizadas e legendadas em português. A primeira parte do ciclo contará com quatro obras dispersadas em quatro conceituados cineastas que inspiraram a trupe da Nova Vaga dos anos 60.

Jean-Pierre Melville, “o mais americano dos realizadores franceses”, prova ao mundo o seu fascínio pela “cidade que nunca dorme” em Dois Homens em Manhattan (Deux Hommes Dans Manhattan, 1959), o primeiro filme a ser mostrado, seguido por Georges Franju e o seu Olhos sem Rosto (Les Yeux Sans Visage, 1960), uma ousada fantasia médica sobre um cirurgião que tudo faz para “devolver a face” à sua filha, vitima de um acidente. Jean Renoir, que dispensa apresentações, emana um relato de crime a anteceder os feitos de Hitchcock em O Crime do Sr. Lange (Le Crime de Monsieur Lange, 1936) e por fim, Madame De … (1953), um dos mais belos trabalhos de Max Ophüls.

Esta mostra decorrerá até dia 10 de outubro, no Espaço Nimas em Lisboa.

 

Neill Blomkamp será o realizador do retorno de Robocop

Neill Blomkamp (Chappie, District 9) irá dirigir RoboCop Returns, a nova sequela do clássico filme de Paul Verhoeven de 1987. Em janeiro deste ano, o argumentista Ed Neumeier (que esteve do guião do original) confirmou que a MGM estaria a preparar um novo filme e que não seria nenhuma continuação da “infame” versão de 2014.

Justin Rhodes, argumentista do novo filme de Terminator, a ser preparado por Tim Miller (Deadpool), irá reescrever o guião deixado por Neumeier e Michael Miner.

Recordamos que graças ao sucesso do primeiro filme, Robocop teve duas sequelas, um reboot e duas séries televisivas. O enredo remete a um futuro próximo, com uma Detroit assolada pela violência e crime. A polícia torna-se incapaz de manter a ordem e segurança aos seus habitantes, sendo que a cooperativa OCP (Omni Consumer Products) encontra a solução. Essa reside na criação de novos agentes da autoridade, híbridos entre humanos e máquinas, e o primeiro exemplar dessa experiência será o agente Alex Murphy (Peter Weller), morto em serviço. Com memórias apagadas e um corpo “fabricado,” ele torna-se no RoboCop. O ator Peter Weller foi o Polícia do Futuro mais uma vez, na sequela direta de 1990, tendo sido substituído por Robert John Burke no último filme da trilogia, em 1993.

Uma série com mais de 20 episódios surge um ano depois, com Richard Eden no papel de Murphy e, em 2001, RoboCop: Prime Directives, um autêntico fracasso televisivo que se ficou pelos 6 episódios.

Em 2014, o brasileiro José Padilha, o mesmo do duo Tropa de Elite, dirige um reboot que se tornou num fracasso, repudiado pela crítica e pelo público. Joel Kinnaman vestiu a pele de RoboCop num filme que contou com os desempenhos de Gary Oldman, Michael Keaton e Samuel L. Jackson.

É oficial! Joaquin Phoenix será Joker no cinema

A The Hollywood Reporter acaba de confirmar, Joaquim Phoenix será o famoso nemesis de Batman em um novo filme com produção de Martin Scorsese e realização de Todd Phillips (A Ressaca, War Dogs). As rodagens começarão em seetembro deste ano.

Este novo projeto sob a alçada da Warner/DC, terá como foco a origem do famoso vilão de Batman, centrando a ação nos anos 80 em um estilo ligado ao género crime/drama. Alguns rumores apontam que o arco narrativo será inspirado na banda-desenhada The Killing Joke (A Piada Mortal) de Alan Moore e Brian Bolland. Phillips e Scott Silver são os autores do argumento.

Todd Phillips revelou ao THR que terá ao seu dispor um orçamento de 55 milhões de dólares, valor muito abaixo da maioria das produções do género. 

É de recordar que este filme não pertencerá ao chamado Universo Cinematográfico da DC. A editora em conjunto com o estúdio irá apostar paralelamente em filmes independentes acerca destas personagens, sendo Batman de Matt Reeves um outro exemplo deste "outro caminho".

Enquanto isso, Jared Leto voltará a vestir a pele de Joker em um novo filme, este já integrado no corrente franchise.

«Prometo Falhar - O Filme» por Hugo Gomes

  • Publicado em Critica

Olá, sou o Pedro Chagas Freitas e prometo falhar”. O escritor-homenageado apresenta-se sem rodeios e hesitações, trata-se do filme à sua medida, uma obra que nos engana assim como Pedro que na sua primeira frase nos mente. A mentira tem perna curta, até porque em 50 minutos de filme, este Prometo Falhar tem tudo menos “falhanços”, é uma ode ao sucesso do homónimo livro, “o mais sublinhado de sempre”, como gostam de publicitar.

É uma “jornada” ao sucesso da obra em questão, ao invés da relevância do mesmo na nossa cultura popular (dele nasceram oportunistas de “mau gosto” como Afonso Noite-Luar por exemplo), e devido a esse tópico à lá vendedor/merceeiro, este dispositivo altamente televisivo usa a desculpa de uma biografia disfarçada e oculta. Nota-se pelos relatos dos entrevistados, aqueles que coexistem no universo “freiteano” (não tornemos este adjetivo num habito se faz favor), que não poupam elogios à perfeição do autor em qualquer área, em oposição do próprio dialogo de Pedro, que fala de “fracasso e falhas”, como parte integral da sua vida. Mas afinal, quem anda a mentir?

Alberto Rocco [o realizador] é lúcido no seu discurso; “não fiz um filme para o público geral, fiz um filme para um objetivo especifico, os fãs do livro”. Nesse aspeto, convenhamos que Prometo Falhar é um produto que procura agradar o seu filme, induzi-lo num anorético trabalho de pesquisa e pouca introspeção nas palavras produzidas dos escritos, aqui lidas por diversos convidados como se lesse poemas de Sophia de Mello Breyner.

Contudo, longe de nós em condenar os gostos dos fãs e da própria temática do filme. O que não poupo na misericórdia é na questão da cinematografia. Documentário-reportagem completamente anexado aos tiques e maneirismos do jornalismo televisivo, vendido como Cinema, tal como vendem gato por lebre.

Hugo Gomes

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