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Vem aí filme sobre a vida de Sammy Davis Jr.

A Paramount Pictures irá avançar com uma cinebiografia de Sammy Davis Jr., cantor e membro do famoso Rat Pack, grupo o qual pertenciam Frank Sinatra e Dean Martin. O filme, ainda sem realizador e estrela, contará com produção do cantor Lionel Richie, Lorenzo di Bonaventura e Mike Menchel e terá como base o livro biográfico Yes I Can: The Story of Sammy Davis, Jr. de Jane e Burt Boyar.

Sammy Davis, Jr (1925 – 1990) para além da música, foi também, quer no cinema, quer na televisão onde tornou-se o primeiro afro-americano a ter um programa próprio – The Sammy Davis Jr Show - e até no teatro tendo sido protagonista de uma peça da Broadway. Foi financiador de imensas causas sociais, porém, também fora uma figura de controvérsia, o qual muitas críticas foram-lhe direcionadas grande parte devido a um abraço dado ao Presidente Richard Nixon em 1970. Tornou-se também um dos grandes amigos de Elvis Presley.

«Vinterbrødre» (Winter Brothers) por Hugo Gomes

  • Publicado em Critica

Acreditar em narrativas aristotélicas? Para Hlynur Palmason, um agnóstico preso a um sistema autoritário de narrativa visual, a resposta é resistir como rebelde “encarapuçado”. Em Vinterbrødre, a sua primeira longa-metragem, o realizador interessa-se na história de dois irmãos que vivem e trabalham numa comunidade mineira, porém, longe do que qualquer sinopse anuncia, este não é o mero conto de fraternidades, aliás, o que testemunhamos é uma ode às marginalidades.

Essas, inteiradas em sujeitos que tentam ingressar numa rotina quotidiana e que fracassam, um pouco como o realizador que revolta-se contra a estrutura clássica do somente “contar uma história de forma percetível” para endereçá-la por vias de signos semióticos e um atentado às iminências e omnisciências do climax. Ou seja, para qualquer descrente da estética e crente absoluto do argumento (uma das oligarquias do boom televisivo), Vinterbrødre encontra-se aterrado de cabeça no seu centro e cuja neutralidade do seu ato (sendo neutro o cúmulo da perversidade, já dizia Claude Chabrol) o estabelece como um bon vivant da narrativa mental e do jubilo visual que não são mais que entreténs para Palmason.

Por entre as simétricas trabalhadas em planos gerais (soa a organização cinematográficas intercaladas com a barafunda dos corpos banhados pela escuridão do subsolo (assim como o solo a adquirir o seu protagonismo nas contribuições ao olhar) que deixam o espectador incapaz de interpretar do que vê e a por fim, a violência em conjunto com um humor requintado que só os nórdicos parecem manter intacto.

Se existe algo que poderemos tirar partido disto tudo são duas sequências que aludem a natureza desta ambição, o VHS que exibe a Guerra (qual delas? Não interessa), o confronto armado que transforma-se numa contorção psicológica, o nascer do trauma a olhos vistos. E a segunda, provavelmente a mais relembrada neste episódio cinematográfico, a história dentro da história, o relato de um cão que reside no seu espaço à espera do dono que não volta mais, assim como o espectador que espera uma resolução fácil, as histórias da carochinha para leigo entender de caras.

Por um lado, há que encarar que esta incursão de misfits é mais densa do que as imagens indicam e mais superficial do que a narrativa e as suas constantes voltas nos levam. Hlynur Palmason tem a atitude, tem o paladar (uma escolha meticulosa dos atores com Elliott Crosset Hove) e a técnica necessária para o rastrearmos futuramente.

Hugo Gomes

Pinar Toprak será compositora de «Captain Marvel»

Pinar Toprak será a compositora musical do filme-a-solo de Captain Marvel, tornando-se assim na primeira mulher responsável de uma banda sonora no Universo Cinematográfico da Marvel. Contudo, esta não será a sua primeira vez a contribuir musicalmente no subgénero de super-heróis, Pinar Tropak trabalhou ao lado de Danny Elfman em Justice League, assim como é responsável pela banda sonora da série Krypton, a prequela televisa de Super-Homem.

Recordamos que Captain Marvel será protagonizado pela galardoada atriz Brie Larson (Room, Kong: Skull Island), e dirigido pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck, que estiveram por detrás de obras como Half Nelson e Mississipi Grind (A Febre do Mississípi). Jude Law, Ben Mendelsohn, Gemma Chan, Lee Pace, Samuel L. Jackson, Djimon Hounsou, Clark Gregg e Annette Bening completam o elenco.

Com um argumento da autoria de Meg LeFauve (Inside Out) e Nicole Perlman (Guardians of the Galaxy), o filme seguirá uma piloto da Força Aérea, Carol Danvers, que adquire dotes sobre-humanos após o contacto com tecnologia alienígena. Decidida a combater o crime e defender o seu planeta, ela torna-se a Captain Marvel.

Vale a pena salientar que Captain Marvel, criado em 1967, era inicialmente um personagem masculino, uma resposta da editora ao rival Super-Homem da DC Comics, visto que ambos eram alienígena a tentarem adaptar ao planeta Terra. Carol Danvers, que fez a sua estreia em 1968, era descrita como o interesse amoroso do herói, mas as ideia do criador era de a converter numa super-heroína, visto que existia uma escassez nessa temática.

No inicio dos anos 70, estava agendado a primeira aventura a solo da personagem, o que não aconteceu em consequência dos executivos que acreditavam que a fabricação de super-heroínas era dispendioso e pouco rentável. Mas no final da década, Carol Danvers conseguiu a sua pessoal jornada heroica sob o título de Ms. Marvel, integrou também as equipas sobre-humanas, The Avengers: Os Vingadores e X:Men. Em 1982, o original Captain Marvel morre e Mrs. Marvel assume o seu legado.

O filme tem estreia para março de 2019.

 
 

«Mobile Homes» por Hugo Gomes

  • Publicado em Critica

Seguindo rasto na historieta de “mães-monstros” e do chamado white trash norte-americano, o parisiense Vladimir de Fontenay avança com um filme frio sobre afetos como inconfidência naquela que é a sua segunda longa-metragem.

Com personagens encurraladas na sua marginalidade, instáveis como as casas “transportadas” de um lado para o outro o qual servem de temática, o realizador explora a superfície de um mundo ilícito, forçado a existir perante a precaridade, ou até à sedução de tais ecossistemas. Trata-se de um exemplo curioso, mas batido enquanto retrato social. A juntar a isso, o facto de Mobile Homes exibir uma derivação no que requer a alcançar uma especifica voz estética. Aliás, muito destes novos nomes emergentes do cinema tendem em abdicar do estilo para enquadrarem-se na linguagem visual dos tempos que o acolhera, ou seja, a televisão pró-espetáculo, e o austero possível da violência frontal do handycam. E é pena que essa “voz” à espera de ser encontrada seja um obstáculo para que Fontenay permitisse o filme fluir como um exercício acima do panorama visto em hoje em dia.

Contudo, esta história de nómadas que sobrevivem através de “migalhas” e “cacos”, os fura-vidas de uma América que parece não os suportar, é em jeito siderúrgico, um frio aço que se vai vergando pelo contrastado calor de um sentimento depositado. Esse, um sentimento maternal, inicialmente repudiado em mais um conto suis generis (assim dava a entender), leva-nos a uma derradeira redenção. Fontenay evidencia de um cuidadoso sistema de calculo emocional, submetendo estas suas personagens em graduais desenvolvimentos do foro afetivo. Obviamente, que estes seus peões funcionam graças à exatidão dos atores, nomeadamente Imogen Poots, sujeitando-se ao perfil de “farrapo” humano, e o ascendente Callum Turner (num papel pensado para o falecido Anton Yelchin). Pois, Fontenay pôde certamente contar à vontade com os seus interpretantes.

Mobile Homes é uma espécie de “castelo andante”, encantado pelo seu próprio desencanto, deslumbrado pela energia que o faz mover perante terrenos vários e ao mesmo tempo desengonçado e a um passo da ruína total graças ao “ruidosa” dessincronização. Faltou a Fontenay a afirmação de alguém que deseja ser uma voz, e não um exemplo de um cinema geracional.

Hugo Gomes

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