Menu
RSS

Filme de Carlos Miranda com estreia internacional em Festival no MoMA

O  Doc Fortnight decorre de 21 a 28 de fevereiro

 

O filme português 24 Memórias por Segundo terá a sua estreia internacional em fevereiro no Doc Fortnight, festival organizado pelo Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque.

A obra inaugural do realizador português Carlos Miranda é o único filme português presente na 18ª edição deste festival que de 21 a 28 de fevereiro exibirá 18 longas-metragens e 15 curtas com origem em países de todo o mundo.

Para Carlos Miranda, este documentário "procura retribuir algo à memória do Cinema, evocando a fragilidade de imagens e objetos que são indissociáveis do imaginário coletivo e individual".

A curta-metragem retrata o trabalho realizado no ANIM – Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (departamento da Cinemateca Portuguesa), onde se conserva património cinematográfico nacional e internacional.

Oscars®: todas as categorias serão transmitidas na televisão

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas reverteu a sua decisão de não transmitir em direto, na sua emissão televisiva, a atribuição de quatro Oscars. Isto após 100 personalidades ligadas ao cinema subscreverem uma carta dirigida à Academia em protesto à decisão.

Brad Pitt, Robert De Niro, Peter Dinklage, Rosamund Pike, Sandra Bullock, Elizabeth Banks, Kerry Washington, Christopher Nolan, Michael Mann, Denis Villeneuve, Nicole Holofcener, Alejandro G. Inarritu, Spike Jonze, Quentin Tarantino, e os diretores de fotografia Roger Deakins, Vittorio Storaro, Emmanuel Lubezki e Guillermo Navarro foram alguns dos novos signatários.

Recorda-se que as categorias que iriam ser descartadas da emissão televisiva seriam a de cinematografia, edição (montagem), curta-metragem em imagem real, e maquilhagem & penteados.

A cerimónia de entrega dos prémios será domingo, 24 de fevereiro.

De anjo a demónio: morreu o ator Bruno Ganz (1941–2019)

Bruno Ganz tinha 77 anos e trabalhou com inúmeros cineastas como Wim Wenders, Éric Rohmer, Werner Herzog, Volker Schlöndorff e Lars Von Trier

 O suiço Bruno Ganz, conhecido pela sua participação em filmes de Wim Wenders como As Asas do Desejo (1987) e Tão Longe, Tão Perto (1993), bem como por ter sido Adolf Hitler em A Queda (2004), faleceu hoje em Zurique aos 77 anos. A causa da sua morte está ligada a um cancro do cólon.

O ator, que ainda recentemente vimos em The House That Jack Built - A Casa de Jack, de Lars Von Trier, começou a sua carreira no cinema na década de 1960 com Der Herr mit der schwarzen Melone. Até trabalhar com Éric Rohmer e Jeanne Moreau em 1976 (A Marquesa d'O; Lumiere) e com Wim Wenders em 1977 (O Amigo Americano), Ganz participou em inúmeros filmes para a TV.


O Amigo Americano

Em 1978 trabalhou com Peter Handke em A Mulher Canhota, foi obcecado por xadrês num telefilme de Wolfgang Peterson (Black and White Like Day and Night), e colaborou com Franklin J. Schaffner em Os Comandos da Morte (1978). Para o cineasta Werner Herzog e ao lado de Isabelle Adjani, foi Jonhatan Harker em Nosferatu, o Fantasma da Noite (1979); e participou no mesmo ano, ao lado de Isabelle Huppert e Jacques Dutronc, em Regresso à Bem-Amada

Na década de 1980, destaca-se a sua participação em A Provinciana de Claude Goretta, A Dama das Camélias (1981) de Mauro Bolognini (novamente com Huppert no elenco), Círculo de Mentira (1981) de Volker Schlöndorff, A Cidade Branca (1983) de Alan Turner (onde trabalhou com a portuguesa Teresa Madruga), e O Rio do Ouro (1986) de Jaime Chávarri. É em 1987 como o anjo Damiel em As Asas do Desejo que ganha mais atenção, repetindo o papel seis anos depois na sequela Tão Longe, Tão Perto (1993).


Asas do Desejo

Até chegar a esse filme de Wenders, ainda voltou a colaborar com Handke em A Ausência (1992), destacando-se ainda nesta década a sua colaboração com o grego Theo Angelopoulos em A Eternidade e Um Dia (1998).

Já no novo milénio, e depois de papéis em filmes como Pão e Tulipas (2000) e O Candidato da Verdade (2004), viria a tornar-se o centro de todas as atenções como Hitler no filme A Queda: Hitler e o Fim do Terceiro Reich. Não só o filme foi nomeado ao Oscar como se tornou um símbolo de uma nova abordagem à figura histórica, por muitos criticado por "humanizar" o líder dos nazis. Sobre isso, Ganz diria em entrevista: "O que as pessoas precisam é que Hitler represente o próprio mal. Mas o que é o mal em si? Isso não significa nada para mim. Eu tenho de interpretar um ser humano".


A Queda

Na explosão da internet, Ganz e a sua interpretação de Hitler tornaram-se ainda verdadeiros centros de uma nova cultura pop na forma de memes e vídeos adulterados. Por toda a web multiplicaram-se vídeos em forma de paródia para as mais diversas finalidades a partir de imagens de Hitler a assumir a derrota e o fim do seu sonho autocrata.

Após esse papel, a sua carreira ganhou um novo fulgor, participando em filmes como Uma Segunda Juventude (2007), de Francis Ford Coppola, O Complexo Baader Meinhof (2008) de Uli Edel, A Poeira do Tempo (2008) de Theo Angelopoulos, e O Leitor (2008) de Stephen Daldry.


O Complexo Baader Meinhof

Na década de 2010, contam-se colaborações com atores como Liam Neeson em Sem Identidade (de Jaume Collet-Serra, em 2011), e uma passagem por Portugal para filmar Comboio Noturno Para Lisboa, de Bille August. 

A Vingança de Michael Kohlhaas (2013) de Arnaud des Pallières, O Conselheiro (2014) de Ridley Scott, e Amnésia de Barbet Schroeder contaram igualmente com a sua presença, bem como Heidi (2015), O Número (2015), A Festa (2017), e The House That Jack Built - A Casa de Jack (2018).


A Casa de Jack

Recentemente estreado nas nossas salas, Vingança Perfeita com Liam Neeson é um remake do filme norueguês Kraftidioten (2014), o qual contava com Ganz num papel extremamente carismático, como se pode ler na nossa crítica ao filme.

Vencedor de diversos prémios ao longo da sua carreira, como o honorário dos Prémios do Cinema Europeu em 2010, Ganz trabalhou recentemente no ainda inédito Radegung de Terrence Malick. Estava também prevista a sua colaboração no novo de Dominik Graf, Golem.

Para além do Cinema e TV, Ganz teve também uma forte carreira no teatro, participando em encenações a partir de trabalhos de Goethe (Fausto) e Harold Pinter. 

Amazon avança com série sobre Christiane F.

Lançado em 1978, o livro Os Filhos da Droga vai ser adaptado ao formato série

Resultado de imagem para filhos da droga livro

O livro Christiane F. – Wir Kinder vom Bahnhof Zoo (em Portugal, Os Filhos da Droga) vai ser adaptado ao formato de série com o dedo da plataforma de streaming Amazon. Philipp Kadelbach, que recentemente filmou uma versão contemporânea baseada no Perfume de Patrick Süskind para a Netflix, é o realizador escolhido para esta readaptação. Annette Hess, experiente argumentista da TV alemã, vai adaptar o guião.

Lançado em 1978, e escrito pelos jornalistas Kai Herrmann e Horst Rieck em colaboração com Christiane Vera Felscherinow, o livro é um relato do envolvimento da jovem e dos seus amigos - com idades entre 12-16 anos - na cultura da droga Berlim Ocidental dos anos 70. Considerado uma bomba na época pelo seu relato cruel e real do mundo da droga, Christiane F. tornou-se um símbolo da luta contra a droga e da preocupação global sobre o fenómeno, particularmente junto dos jovens.

Em 1981, Uli Edel adaptou o livro ao cinema com Natja Brunckhorst no protagonismo. O título foi simplesmente Christiane F. (1981).

Em 2013, Christiane Vera Felscherinow, já na casa dos 50 anos, voltou a relatar em livro a sua vida. Com o nome Mein zweites Leben (A minha segunda vida), e lançado em Portugal em 2014, ela voltou a falar do seu trajeto cheia de altos e baixos à escritora Sonja Vukovic. Christiane voltou a cair fundo após de ter tornado conhecida. Privou com estrelas da música, esteve presa, colecionou relações fracassadas e até abortos.

Viveu vários anos na Grécia sem um lar fixo, contraiu hepatite, e receou não chegar a viver até aos 30 anos. Em 1996, com 34 anos de idade, foi mãe, mas a sua notória incapacidade para a maternidade acabaria por a levar a que o seu filho lhe fosse retirado pelas autoridades, acabando por ter novos problemas quando raptou a criança e o levou para Amesterdão. A ideia do segundo livro surgiu para acabar com alguns boatos sobre a sua vida, mas igualmente com outro propósito, financiar a Fundação Christiane F,. criada para apoiar filhos de toxicodependentes. 

Ainda não há data de estreia para esta produção.

Contactos

Quem Somos

Segue-nos