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Paulo Branco: "É indecente que o Festival de Cannes compare a situação de Terry Gilliam à dos realizadores vítimas de repressão"

O caso em torno da estreia de O Homem Que Matou Dom Quixote no Festival de Cannes está para durar, pelo menos até ao dia 7 de maio, dia em que o Tribunal de Grande Instância de Paris vai responder ao pedido de Paulo Branco em avançar com uma interdição (uma figura jurídica semelhante à providência cautelar em Portugal) do filme estrear no certame.

E depois do Festival de Cannes responder à ação jurídica avançada por Paulo Branco através de um comunicado, foi a vez do produtor português também ele responder ao certame, considerando "indecente, para não dizer abjecto, que o Festival de Cannes, para se justificar, compare a situação de Terry GILLIAM, que se recusa a respeitar decisões judiciais num Estado de Direito, à dos realizadores vítimas de repressão e censura nos seus países."

Aqui fica todo o comunicado: 

"Estas decisões têm a força de caso julgado e impedem qualquer projecção ou exploração do filme em França sem o acordo do seu produtor.

A exploração de um filme é impossível sem o visto de exploração do CNC, que no respeito da Lei, não o poderá emitir.

O Festival de Cannes, apesar de estar ao corrente de todos os processos, decidiu ignorar as decisões dos Tribunais, e foi por essa razão que é alvo de um processo de interdição.

É indecente, para não dizer abjecto, que o Festival de Cannes, para se justificar, compare a situação de Terry GILLIAM, que se recusa a respeitar decisões judiciais num Estado de Direito, à dos realizadores vítimas de repressão e censura nos seus países.

O Festival de Cannes esquece assim que sem os produtores, que assumem os riscos financeiros, nem os filmes, nem o Festival existiriam.

Durante 16 anos, de 2000 a 2016, Terry GILLIAM não arranjou um único produtor que tenha aceite retomar este projecto.

Se o filme existe hoje, é graças ao trabalho e aos investimentos realizados pela ALFAMA FILMS PRODUCTION e Paulo BRANCO, quando já ninguém acreditava neste projecto.

O Festival de Cannes não está acima da lei e a violência e agressividade de seu tom não mudarão nada.
Paulo BRANCO não usa nenhum método de intimidação ao recorrer à justiça para fazer valer os seus direitos.

Claire HOCQUET, advogada da ALFAMA FILMS PRODUCTION e Paulo BRANCO
30-04-18



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